quarta-feira, 30 de outubro de 2019

outubro 30, 2019

LIBERAÇÃO DO VIADUTO NO TATUQUARA REDUZIU TEMPO DE VIAGEM DE ÔNIBUS ENTRE CURITIBA E FAZENDA RIO GRANDE

Liberação do viaduto no Tatuquara reduziu tempo de viagem de ônibus entre Curitiba e Fazenda Rio Grande
Estrutura foi aberta no sábado depois de quatro anos de espera da população
ADAMO BAZANI



Os passageiros do transporte coletivo entre a capital paranaense e a cidade de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana, estão gastando menos tempo de deslocamento após a abertura pela prefeitura de Curitiba do Viaduto Pompéia, que fica na região do bairro Tatuquara, na zona Sul da capital paranaense.
A informação é do coordenador da empresa de ônibus que faz a ligação entre as duas cidades, Leblon Transporte de Passageiros, Nabor de Anunciação.
“No pico da tarde, sentido Fazenda Rio Grande, entre 18h e 19h30, o ganho tem variado em média de cinco a dez minutos, claro, dependendo da condição de cada momento.” – disse Nabor.
Segundo o profissional, por causa das alças de acesso que não tinham sido abertas para o tráfego ainda, o local era marcado por congestionamentos que atrasavam quem passava pela região, inclusive os passageiros no transporte público.
Com a melhoria do trânsito na região após o final das obras, entre as linhas metropolitanas que foram beneficiadas estão F01-Fazenda Rio Grande/Pinheirinho, F02-Curitiba/Fazenda Rio Grande, F03-Fazenda Direto e F 05- Fazenda Rio Grande/CIC, operadas pela Leblon Transporte, e as linhas Quitandinha/Pinheirinho, Areia Branca/Curitiba e Mandirituba/Curitiba prestadas pela Reunidas.
Entre as linhas municipais, tiveram melhor fluidez os ônibus que a partir do semáforo da região seguem para bairros como Pompéia, Tatuquara, Rio Bonito, Jardim da Ordem e Cachimba, da empresa Redentor.
Há linhas rodoviárias também que foram beneficiadas, como Curitiba/Jaraguá do Sul, Curitiba/ Pien e Curitiba/São Bento do Sul operadas pela Expresso São Bento.
O diretor do Grupo Lebon, Haroldo Issak, conta que a maior previsibilidade dos ônibus é um dos ganhos.
“Com menores congestionamentos, passa a ser possível cumprir os horários programados de partidas e chegadas e consequentemente o passageiro poder programar melhor seus deslocamentos diários”  – explicou.
O viaduto, que fica no bairro do Tatuquara, na capital paranaense, passa sobre a BR 116 e está pronto desde setembro de 2015. A construção era de responsabilidade da Autopista Planalto Sul/Arteris , concessionária da rodovia, mas as alças de acesso necessárias deveriam ter sido concluídas pela prefeitura.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

outubro 23, 2019

ESPECIAL 2: TECNOLOGIA, A FERRAMENTA PARA DRIBLAR OS GARGALOS DO TRANSPORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

ESPECIAL 2 – Tecnologia, a ferramenta para driblar os gargalos do transporte da Região Metropolitana de Curitiba
Dados gerados pelo CCO das empresas de ônibus viram estatísticas e podem ser usados até para segurança pública
Fonte:
https://diariodotransporte.com.br/2019/10/16/especial-infraestrutura-insuficiente-e-regulamentacao-pouco-flexivel-sao-os-principais-gargalos-dos-transportes-da-regiao-metropolitana-de-curitiba-dizem-viacoes/


Na semana passada, você acompanhou aqui uma matéria especial do site especializado em mobilidade, Diário do Transporte, sobre os gargalos nos deslocamentos por ônibus na Região Metropolitana de Curitiba.
Tanto o CEO (diretor executivo) da Associação Metrocard, que reúne as 19 empresas metropolitanas, Ayrton Amaral, como o presidente da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, gerenciadora do Governo do Estado do Paraná, Gilson Santos, apontaram como principal problema a falta de espaços prioritários para o transporte coletivo na ligação entre a capital e as cidades no entorno.
Como são obras que exigem investimentos e reformulação do espaço, enquanto não são realizadas, algo deve ser feito para ao menos reduzir os impactos da falta de prioridade a quem usa os ônibus.
Por parte das empresas, a tecnologia tem sido um instrumento para melhorar a gestão e a operação.
O Diário do Transporte visitou o CCO – Centro de Controle Operacional da Metrocard, que reúne as viações.
O local, que fica na sede da entidade no centro de Curitiba, permite o monitoramento em tempo real da operação dos quase 900 ônibus das 19 empresas que atendem a 18 cidades.  Dados como localização dos ônibus, velocidade dos veículos no momento da operação, identificação do motorista e comunicação de problemas como trânsito e acidente entre o motorista e os controladores são algumas das funcionalidades da tecnologia.
O coordenador do CCO, Guilherme Artur Zippin, diz que todas as eventuais anormalidades são registradas. Já há ações programadas para contornar, quando possível, os impactos de algumas ocorrências, como acidentes, interdições e obras.
“O sistema como um todo possui diversos parâmetros que servem para durante a execução gerar eventos caso alguma exceção ocorra. Existe a tabela de eventos onde tudo fica registrado e é informado para o pessoal do CCO. Por exemplo: há eventos de comboio [quando um ônibus alcança o outro], serviço adiantado, serviço atrasado, excesso de velocidade, violação de perímetro [quando o ônibus sai do itinerário], entre outros. Tudo isso vai para o CCO que vai investigar a situação e fazer uma justificativa para que depois a gente tenha as estatísticas em relação a isso” – explicou
O consultor técnico da Metrocard, Anderson Oberdan, disse que o ponto mais importante não é somente a geração das informações em si, mas o uso que se faz dela. E a informação pode ser um os principais instrumentos para medidas consideradas estratégicas, como alterações de itinerários e horários, por exemplo, para melhorar o atendimento ao passageiro.
“Além das informações geradas pelo CCO, nós temos outro importante banco de dados, o da bilhetagem eletrônica. Há uma ferramenta tecnológica de inteligência pela qual nós aplicamos estas informações geradas. Isso nos permite entender melhor o que está acontecendo no dia a dia do passageiro e da operação. Em posse de tudo isso, podemos tomar algumas ações mais assertivas. Não há como definir uma ação sem entender a dinâmica do que está acontecendo” – explicou Oberdan que deu alguns exemplos práticos:
Há a possibilidade de saber em quais paradas em todas as 18 cidades há maior número de embarques. Isso ajuda a definir de forma mais precisa quais pontos são prioritários para receber abrigos.
Um mapa informatizado dinâmico mostra ainda se cada ponto está dentro de um raio de alcance para determinar onde é necessário receber novas paradas.
A bilhetagem também mostra, com dados mais precisos, o número de passageiros em cada faixa horária e não somente isso, mas o perfil dos passageiros. Por exemplo, idosos utilizam mais os ônibus entre às 9h00 e antes do almoço. Com isso é possível definir lotação, trajeto da linha e outros tipos de atendimento para este público, segundo Oberdan.
O consultor deu ainda um exemplo de como estes dados podem ajudar no planejamento de ações pelo poder público que não são diretamente de transporte, mas influenciam nos serviços.
É o caso da segurança pública. A ferramenta tecnológica conseguiu traçar as áreas onde mais havia roubos a ônibus e passageiros. Estes dados foram entregues pelas empresas às autoridades que começaram a concentrar ações nas áreas onde ocorreu o maior número de casos.
Segundo Anderson Oberdan, em agosto de 2017, foram registrados 90 assaltos somente no sistema metropolitano, ou seja, uma média de três assaltos por dia.
O sistema conseguiu gerar e tabular dados como locais dos assaltos, horários de maior incidência, quantidade subtraída dos veículos e fazer uma espécie de mapa de violência.
Com a atuação dos órgãos de segurança pública tendo como base os dados, Oberdan diz que de 90 assaltos em agosto de 2017, o número passou para 20 ocorrências de assaltos em setembro 2019.
Além de a Metrocard ter seu CCO congregando todas as empresas, algumas viações possuem suas centrais próprias de monitoramento.
A Leblon, de Fazenda Rio Grande, tem uma sala de controle dentro do terminal.
No local, são exibidos os dados do CCO da Metrocard e também de um sistema próprio comprado pela empresa.
O assessor de tráfego, Guilherme Lemes diz que uma ferramenta informa, por exemplo, as áreas de trânsito congestionado ou com acidentes, permitindo programar desvios e rotas alternativas.
“Por exemplo, a partir dados de onde ocorrem normalmente os maiores pontos de congestionamento, fazemos estudos para determinar qual seria a melhor rota para cada linha, para que a gente consiga uma maior fluidez do transporte coletivo como também atender todos os usuários, sem deixar pontos de parada sem a passagem do ônibus por causa desses desvios” – disse Guilherme Lemes que ainda acrescentou que a empresa escolheu colocar o setor de monitoramento no terminal e não na garagem para ficar mais perto dos motoristas que estão em operação e do passageiro que precisar de alguma informação.
Também assessor de trafego da Leblon, Emerson Moraes, explica que todos os dados são usados para planejamento de linhas e até para treinamentos de motoristas e cobradores.
“Através destas informações conseguimos identificar quais linhas necessitam de alterações, se  o tempo determinado para trajeto está sendo suficiente, se podem existir rotas mais interessantes para os próximos desvios,  pontos que devemos evitar nestes desvios e até para a qualificação dos profissionais. A utilização destas ferramentas é extremamente importante não só em tempo real, mas para todo o planejamento que nós fazemos na garagem para a melhor realização do serviço” – disse Emerson Moraes.
Confira o material completo no site-fonte:
https://diariodotransporte.com.br/2019/10/16/especial-infraestrutura-insuficiente-e-regulamentacao-pouco-flexivel-sao-os-principais-gargalos-dos-transportes-da-regiao-metropolitana-de-curitiba-dizem-viacoes/


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

outubro 17, 2019

ESPECIAL: INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE ESTÁ ENTRE OS PRINCIPAIS GARGALOS DOS TRANSPORTES DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

ESPECIAL: Infraestrutura insuficiente está entre os principais gargalos dos transportes da Região Metropolitana de Curitiba Gerenciadora do Governo do Paraná destaca forma de crescimento populacional das cidades vizinhas à Curitiba e necessidade de resgate da demanda para o transporte coletivo ADAMO BAZANIO sistema de transporte coletivo de Curitiba se tornou conhecido mundialmente e inspirou diversos países a adotarem modelo semelhante,principalmente com os BRTs – Bus Rapid Transit, que são serviços de ônibus de maior demanda e velocidade que os de ônibus comuns em corredores exclusivos. Avantagem destes sistemas são os custos e o tempo de implantação relativamente baixos em relação a outros modais de transportes.Entretanto, a questão da mobilidade no sistema vai muito além dos BRTs e da própria capital paranaense.O transporte metropolitano, cuja rede atende a mais de 500mil passageiros todos os dias em 19 cidades (incluindo a capital), enfrenta grandes desafios típicos da maior parte das áreas metropolitanas de todo País.A maioria dos 18 municípios vizinhos à capital atendidos atualmente por 19 empresas de ônibus não passa de cidades dormitórios e a demanda pendular, de milhares de pessoas pela manhã indo à capital e à noite voltando para as suas casas ao mesmo tempo consegue revelar grandes gargalos que ajudam a explicar a queda de demanda de passageiros do transporte coletivo e o fato de os serviços ainda não satisfazerem plenamente à população.O site especializado em mobilidade Diário do Transporte esteve naúltima semana em Curitiba e em cidades vizinhas.O CEO (diretor executivo) da Associação Metrocard, que reúne as 19 empresas metropolitanas, Ayrton Amaral, destacou com um dos gargalos do sistema a questão da infraestrutura dedicada ao transporte público que é insuficiente para a demanda e para uma das principais exigências dos passageiros: rapidez.“O principal gargalo em diversos sistemas do país, e aqui na região metropolitana de Curitiba não é de diferente, é basicamente a infraestrutura. Para ter sucesso na mobilidade, o ‘jogo’ é a rapidez. E a rapidez só acontece quando há prioridade semafórica, quando há vias exclusivas,quando existem obras de artes (pontes, viadutos, passagens subterrâneas) para superar obstáculos onde não é possível ter priorização semafórica. É fundamental terminais de linhas troncais que permitam que os passageiros tenham um ambiente adequado e seguro. Se a gente olhar para qualquer lado, caímos novamente na questão da infraestrutura” – disse Aytron. O sistema de vias da capital paranaense na região onde passam os corredores é classificado como “trinário”. Foi com base neste planejamento que a região central se desenvolveu. No “centro” deste eixo de vias, estão as chamadas canaletas,que são os corredores exclusivos com as famosas estações-tubo, onde os passageiros embarcam e desembarcam no mesmo nível do assoalho dos ônibus. Logoao lado, estão as chamadas vias lentas ou vias calmas, com limite de velocidade menor, como em torno de 30 km/h, e servem para acesso a estabelecimentos comerciais e escritórios na região dos corredores. Paralelas a estas vias,estão as vias com tráfego comum.São 92 km de corredores centrais e 6,8 km de faixas para ônibus predominantemente à direita.Ocorre que esta infraestrutura está concentrada em Curitiba,onde moram em torno de 1,9 milhão de pessoas, de acordo com a mais recente estimativa do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.Na região metropolitana de Curitiba, há mais 1,5 milhão demoradores e, nas cidades vizinhas à capital, praticamente não há infraestrutura para deixar o transporte coletivo mais rápido.O presidente da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, gerenciadora do Governo do Estado do Paraná, Gilson Santos,destacou outra questão típica de áreas metropolitanas brasileiras que influenciam no atendimento dos transportes: as cidades vizinhas das capitais que servem apenas de dormitório têm poucas atividades econômicas, forçando cansativos movimentos pendulares da população que tem que se deslocar muito para trabalhar. São assuntos alheios ao transporte que influenciam na operação dos sistemas em todo o País.Gilson citou o exemplo de Fazenda Rio Grande, cidade a cerca de 30 km da capital. Apesar de o município ter recebido nos últimos anos investimentos, inclusive de fábricas e grandes estabelecimentos comercias, o número de novos loteamentos na especulação imobiliária registra um crescimento vertiginoso.Há dez anos, a cidade tinha menos de 90 mil moradores, hoje são em torno de 140 mil. Se as taxas de crescimento populacional continuarem no mesmo padrão atual, o que deve ocorrer, em dez anos, a cidade de Fazenda Rio Grande terá 250 mil pessoas.Segundo Gilson Santos, atualmente, 30 mil pessoas se deslocam de ônibus todos os dias de Fazenda Rio Grande para a Curitiba, retornando no fim do dia. É a maior demanda individual metropolitana ao lado da cidade de Colombo. E não há corredores entre Curitiba e Fazenda Rio Grande,apesar do prolongamento previsto, mas ainda sem data, da Linha Verde (BRT) da capital para o município.A ligação entre Fazenda Rio Grande e Curitiba também reúne uma característica comum na Região Metropolitana: o principal caminho é por rodovia: a BR 116 – Rodovia Regis Bittencourt. São comuns acidentes,principalmente com caminhões, que travam a rodovia. Não há caminhos alternativos curtos e rápidos.Mesmo com a duplicação da BR, o transporte público, sem prioridade, fica vulnerável a todas estas situações que comprometem a velocidade e o cumprimento de horários.Apesar disso, de acordo com dados do CCO – Centro de Controle Operacional da Metrocard, a Leblon Transporte, empresa que faz a ligação, é uma das que possuem maior índice de cumprimentos de horários, em torno de 80%.O coordenador de tráfego da empresa de ônibus, Nabor deAnunciação, aponta o trânsito, decorrente da falta de prioridade ao transporte público e o crescimento desordenado como o principal problema que impacta avida de quem precisa se deslocar na região.“Fazenda Rio Grande é uma cidade diferenciada, é umas das cidades onde mais a população cresce em todo o País. Estamos acompanhando diariamente as linhas para evitar a superlotação. Quando acontece obra na BR[BR 116, rodovia Regis Bittencourt] nós passamos por muito transtorno e quem sofre com isso é o passageiro. A cidade de Fazenda Rio Grande não foi projetada. Eram sítios cujas estradinhas deles viraram ruas. Hoje nós temos ruas estreitas, nós temos um gargalo na Avenida Brasil com os sinaleiros [semáforos].Muito automóvel, tanto da BR como dentro da cidade. Se não for feito nada,daqui um tempo a cidade vai parar” – disse Nabor que relatou ainda que até quando um supermercado faz promoção, o centro de Fazenda Rio Grande trava.O presidente da Comec, Gilson Santos, disse que o principal desafio hoje do transporte coletivo metropolitano é fazer com que os serviços tenham rapidez, mesmo competindo com o carro. Só assim é que o transporte público se tornaria atrativo.“A gente sabe que o usuário que, por vezes, utiliza o transporte coletivo é a pessoa que mais precisa e que tem no seu dia a dia a necessidade de chegar do ponto A ao ponto B da forma mais rápida possível. Nós temos enfrentado este desafio, já que o ônibus está competindo com os veículos individuais e que nós não temos a atenção, seja do Governo Federal e de outros órgãos públicos, que foi dada no passado recente ao transporte individual”, disse Gilson que garante que por parte da gestora pública estão sendo tomadas algumas ações, como a criação de faixas para ônibus.



Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

outubro 08, 2019

OS DIREITOS E DEVERES DOS PASSAGEIROS NO TRANSPORTE PÚBLICO

Os direitos e deveres dos passageiros no transporte público

Regulamento do Governo do Paraná disciplina as condições para prestação e uso dos serviços. Veja os principais pontos

Ser cidadão é viver em comunidade, respeitando sempre o próximo e sendo respeitado também.

O conhecimento e a prática dos direitos e deveres são os pontos de partida para a boa convivência em sociedade e o melhor andamento possível dos serviços básicos à cidadania, como saúde, lazer, educação e transporte público.

Desde julho de 2015, está em vigor no Estado do Paraná o decreto 2009 que aprovou o Regulamento dos Serviços de Transporte Coletivo Metropolitano de Passageiros na Região Metropolitana de Curitiba.

O decreto traz uma série de direitos e deveres do cidadão no transporte público.

Muitos cidadãos sequer sabem que existe um regulamento, que pode ser acessado na íntegra no site da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba ou pesquisado ou no Diário Oficial do Paraná. A edição é de número 9502, de 28 de julho de 2015.

Entre os principais pontos podem ser destacados:

DIREITOS:

- receber o serviço adequado;

- ser conduzido com segurança e urbanidade;

- ser tratado com respeito pelas concessionárias, através de seus prepostos e funcionários, bem como pelos funcionários do Órgão Gestor e ser transportado em ônibus ou outro modal em boas condições de manutenção e limpeza.

- ter prioridade por ocasião do planejamento do sistema de tráfego nas vias públicas sobre o transporte individual, por meio de canaletas ou faixas exclusivas aos ônibus;

DEVERES:

- contribuir para manter em boas condições os equipamentos urbanos e os
veículos através dos quais são prestados os serviços;

- portar-se de modo adequado, respeitando os demais usuários, fiscais e operadores, mantendo a ordem e bons costumes nos veículos, estações tubo e terminais;

- pagar a tarifa devida corretamente;

- não utilizar sistema de modo que venha comprometer a higiene dos veículos, estações tubo, terminais ou seus ocupantes;

Porém, muito mais que decretos e legislações, acima de tudo vêm o bom senso e as práticas respeitosas de todas as partes, o que deixa os transportes mais humanos e eficientes.

Assim, são fundamentais atitudes simples como respeitar os lugares às prioridades (idosos, pessoas com deficiência gestantes) tanto em ônibus como em estações e terminais; facilitar o troco; não usar mochila nas costas dentro dos ônibus; usar fones de ouvido em vez de som alto; evitar quando possível de ficar na região das portas se não for desembarcar logo e participar ativamente para a melhoria dos serviços registrando dúvidas, informações e reclamações nos canais oficiais da empresa de transporte, em vez de discutir com os operadores.

O transporte é coletivo, por isso é que todos juntos o fazem melhor.

Grupo Leblon



Respeitar prioridades é dever de passageiros.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

outubro 02, 2019

GRUPO LEBLON PARTICIPA DO "OUTUBRO ROSA", PARA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

Grupo Leblon participa do “Outubro Rosa”, para prevenção do câncer de mama

Adesivos nos ônibus com o símbolo da campanha mundial lembram sobre a necessidade do autoexame e das consultas periódicas.



O Grupo Leblon Transporte de Passageiros, que atua na Região Metropolitana de Curitiba, participa de mais uma edição do “Outubro Rosa”, uma campanha mundial que dedica este mês ao debate e às ações de conscientização sobre o câncer de mama.
Para lembrar toda a comunidade sobre a necessidade da prevenção, com o autoexame e visitas regulares ao médico, a Leblon e a Viação Nobel colocaram nos para-brisas de seus ônibus um adesivo com o laço rosa, símbolo da campanha. Nos acessos dos funcionários à empresa também haverá o símbolo e eles serão estimulados a tirar selfies ao lado do laço e postarem em suas redes sociais. O objetivo é engajar os colaboradores numa causa tão importante com a linguagem atual das novas mídias.
O Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama lembra como foi criada a campanha.
A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade
Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce.
A A FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, que reúne a principais ONGs – Organizações Não Governamentais que atuam nesta causa, mostra com números oficiais que o câncer de mama é uma das maiores causas de mortalidade em todo o mundo.
Segundo a última pesquisa realizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) em 2018 sobre a incidência do câncer no mundo, o câncer de mama é um dos três tipos de maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal, e é o que mais acomete as mulheres em 154 países dos 185 analisados.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama também é o tipo que mais acomete as mulheres no país (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o mais comum entre as mulheres é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição.
Apesar de a maior parte das vítimas ser mulheres, o câncer de mama também pode afetar homens.
Quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances de cura.
Veja algumas dicas de prevenção:
- Praticar atividade física regularmente;
- Alimentar-se de forma saudável;
- Não fumar;
- Ter o peso corporal adequado;
- Não ingerir bebidas alcoólicas;
- Evitar uso de hormônios sintéticos em altas doses
- Após os 18 anos, ir ao médico uma vez por ano.
Grupo Leblon


terça-feira, 1 de outubro de 2019

outubro 01, 2019

VEJA QUEM É QUEM NOS TRANSPORTES DE FAZENDA RIO GRANDE E CIDADES VIZINHAS

Veja quem é quem nos transportes de Fazenda Rio Grande e cidades vizinhas

O transporte, pela Constituição Federal, desde setembro de 2015, é um direito social, que ganhou a mesma importância da Saúde, Educação, Trabalho e Emprego, Segurança e Previdência.
Assim, é dever do poder público oferecer ou proporcionar serviços de transportes com qualidade.
Entretanto, para cobrar seu direito social, a população precisa entender que são os agentes dos transportes e o papel de cada um, bem como suas obrigações. Assim, nem tudo é responsabilidade da prefeitura ou governo do estado e nem tudo é responsabilidade da empresa de ônibus.
Veja o papel de cada um para a realidade de Fazenda Rio Grande e outros municípios da região metropolitana
• Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba: É um órgão do Governo do Estado do Paraná responsável pelo gerenciamento das linhas de ônibus na região metropolitana. É pela Comec que o governo estadual define o valor das tarifas, os trajetos de cada linha, a quantidade de ônibus em cada linha e os horários. Qualquer alteração deve ter determinação da Comec, que ainda define os tipos de ônibus em cada linha: básicos com motor dianteiro, padron com motor traseiro ou articulados, por exemplo.
• Urbs - Urbanização de Curitiba S.A.: Tem as mesmas funções da Comec, mas exclusivamente para os ônibus municipais da capital, Curitiba. É vinculada à prefeitura de Curitiba, sendo uma empresa de economia mista com controle predominante do poder público municipal.
• Viação Nobel: É responsável pela operação dos ônibus nas linhas dentro da cidade de Fazenda Rio Grande. A conduta do motorista e cobrador, a limpeza dos ônibus, a manutenção dos ônibus e o cumprimento dos horários são de responsabilidade da empresa. Muito embora, são vários os casos de atrasos que fogem do alcance da empresa de ônibus, como quando ocorrem congestionamentos, acidentes, manifestações e bloqueios nas vias.
• Leblon Transporte de Passageiros:É responsável pela operação dos ônibus nas linhas que ligam Fazenda Rio Grande às cidades vizinhas, como Curitiba e Madirituba. Da mesma forma que a Nobel, a conduta do motorista e cobrador, a limpeza dos ônibus, a manutenção dos ônibus e o cumprimento dos horários são de responsabilidade da empresa. Muito embora também nas linhas metropolitanas são vários os casos de atrasos que fogem do alcance da empresa de ônibus, como quando ocorrem congestionamentos, acidentes, manifestações e bloqueios nas vias.
• Prefeitura de Fazenda Rio Grande: Cuida dos terminais de ônibus (o principal e o antigo), no tocante à manutenção, limpeza, iluminação, controle de entrada de animais e do comércio local, bem como da manutenção predial e das plataformas. Obras nos terminais e modificação dos espaços destes terminais também são de responsabilidade exclusiva da Prefeitura de Curitiba. Também são de responsabilidade do município os pontos e abrigos de parada (embora que há uma parceria pela qual a Viação Nobel fornece a mão de obra para manutenção e reposição dos abrigos e a prefeitura fornece o material). A prefeitura ainda é responsável pela sinalização de trânsito e manutenção das vias. Quando há alguma interdição das ruas e avenidas de Fazenda Rio Grande, a prefeitura solicita a alteração dos itinerários.
• Metrocard: Associação que reúne as empresas de ônibus da Região Metropolitana de Curitiba. Também é responsável pela Bilhetagem Eletrônica, assim, sendo seu papel operar e gerenciar o Cartão Metrocard. Os dados da bilhetagem são disponibilizados on line para a gerenciadora do sistema, no caso a Comec.
• Polícia Rodoviária Federal: É responsável pela segurança, orientação de tráfego, fiscalização e socorro da rodovia Régis Bittencourt, a BR 116 que corta Fazenda Rio Grande.
• Autopista Planalto Sul:A empresa do grupo Arteris Rodovias é responsável pela conservação, obras, sinalização, iluminação e socorro mecânicos dos 412,7 quilômetros da rodovia BR-116. O trecho da Autopista Planalto Sul liga Curitiba (PR) à divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela BR-116. Todo esse trajeto corta os municípios de Fazenda Rio Grande, Madirituba, Quitandinha, Campo do Tenente e Rio Negro, no estado do Paraná, Mafra, Itaiópolis, Papanduva, Monte Castelo, Santa Cecília, Ponte Alta do Norte, São Cristóvão do Sul, Ponte Alta, Correia Pinto, Lages e Capão Alto, no estado de Santa Catarina. A rodovia foi construída entre as décadas de 1940 e 1950, mas apesar de ser uma rodovia antiga, quase toda ela ainda é de pista simples.
• Polícia Militar: Responsável pela segurança da população, inclusive nos transportes, atuando no policiamento ostensivo (preventivo) e atendendo ocorrências. Em caso de roubos, assaltos e outros crimes, a PM deve ser acionada.
• Guarda Municipal:Sua principal atuação é zelar pela segurança dos patrimônios e serviços públicos, como os terminais e circulação dos ônibus, e pela segurança de seus frequentadores.
• Polícia Civil:Denominada pela lei de Polícia Judiciária, é responsável pelo registro das ocorrências, inclusive nos transportes, e a investigação. O processo investigatório tem início formal com a abertura do inquérito policial. Com a conclusão do inquérito, suas provas e depoimentos, pode haver o arquivamento do caso ou, então, o envio para o Ministério Público e Justiça.
• Passageiro: É o cliente final do sistema e tem o direito de transporte de qualidade, digno, confortável e confiável. Existem om passageiros equivalentes, que pagam a tarifa, e as gratuidades. O cidadão transportado gratuitamente não pode ser tratado com nenhum tipo de discriminação. Apesar de ter direitos, os passageiros têm várias obrigações que contribuem para o transporte coletivo ser ágil e satisfatório. Entre estes deveres estão evitar a evasão tarifária, ou seja, não furar catraca; ser educado com os outros passageiros; respeitar filas e assentos preferenciais; não querer vantagens indevidas no sistema; manter os ônibus limpos; não cometer atos de vandalismo nos ônibus, pontos, abrigos, estações e terminais; tratar o motorista e cobrador com educação e contribuir para que não haja assédio em ônibus, pontos e termimais.
Como foi possível ver, os transportes coletivos são complexos e funcionam como um motor cheio de engrenagens. Se uma delas falhar, o funcionamento de todo o sistema pode não ser o ideal.
Assim, todas as partes têm seus direitos, mas também deveres.


Grupo Leblon Transporte de Passageiros

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