sexta-feira, 12 de outubro de 2018

outubro 12, 2018

O sonho de uma criança e a paixão pelos transportes

Menino de cinco anos teve um dia especial em garagem de ônibus na semana do Dia das Crianças e se tornou um “motorista-mirim”, mas presente mesmo, quem ganhou foram os profissionais dos transportes

ADAMO BAZANI
Bombeiro, médico, jogador de futebol ... são várias as profissões que despertam fascínio em diversas crianças.
Para algumas, um sonho passageiro, mas outras acabam se tornando quando adultos excelentes profissionais e orgulhos em suas áreas.
Uma atividade que também desperta fascínio em muitos meninos e meninas é a de motorista de ônibus.
E um garoto de Fazenda Rio Grande, cidade da região metropolitana de Curitiba, teve um dia especial justamente na semana das crianças.
Diego de Oliveira Chaves de cinco anos visitou a garagem das empresas Leblon Transporte e Viação Nobel, operadoras da cidade, e não só isso: se tornou um “motorista mirim”, com direito a uniforme, crachá, a dar um volta junto com uma motorista profissional e a conhecer como é a rotina de uma companhia de ônibus.
O brilho nos olhos e a empolgação do menino contagiaram a equipe de profissionais do grupo de empresas de ônibus.
Tudo começou com o apoio ao sonho por parte do avô Sidnei, carteiro de Fazenda Rio Grande, que ao entregar uma encomenda na garagem perguntou se haveria a possibilidade de comprar uma camisa de motorista do uniforme dos motoristas de ônibus.
Perguntado sobre o motivo, o carteiro disse que seria um presente para o neto, desde sempre apaixonado por ônibus.
Uma das lembranças de Sidnei, por exemplo, foi a de ver o neto, ainda com dois aninhos, dando “tchauzinho” e todo feliz ao ver um ônibus passar.
De pronto, a equipe do Grupo Leblon, ao ficar sabendo do desejo do garoto decidiu providenciar uma surpresa para o menino.
Inicialmente, era para ser algo simples: uma camiseta e uma visita à garagem. Mas ideias foram surgindo e nesta terça-feira, 09 de outubro de 2018, as surpresas marcaram até mesmo quem já é experiente no ramo de transportes.
Juntamente com o avô e o pai Eduardo, que é caminhoneiro, o garoto chegou meia hora antes do horário marcado. A ansiedade e a empolgação eram grandes.
Inicialmente, Diego foi informado que receberia uma camiseta.
Mas as surpresas iam surgindo momento a momento.
Primeiro uma visita à garagem, onde foi explicado como funciona uma empresa de ônibus com uma linguagem bem lúdica: a oficina era o hospital, que curava os “ônibus doentes”. O almoxarifado era a farmácia, de onde o médico, ops, o mecânico, tira os remédios para “curar” o ônibus. Ah, sim, e a máquina de lavação era o chuveiro dos ônibus.
Depois, o pequeno Diego ganhou um uniforme completo de motorista feito especialmente para seu tamanho.
Mas não basta uniforme. O bom profissional trabalha com crachá. A equipe da Metrocard, associação que reúne as empresas de ônibus e é responsável pela bilhetagem eletrônica da região metropolitana de Curitiba confeccionou um crachá igualzinho dos motoristas.
Em seguida, no colo da motorista Carina Barbosa foi a vez de dar uma voltinha dentro da garagem, num ambiente seguro, com as mãos no volante de um ônibus articulado, sentindo a sensação de como é estar no comando de um gigante de 18 metros que pesa várias toneladas.
Um dos momentos que mais deixaram o garoto entusiasmado foi quando o ônibus passou por dentro da máquina de lavação.
Se não bastasse toda esta emoção, ainda ao final da visita, o garoto ganhou uma miniatura de ônibus adesivada com o símbolo da empresa que proporcionou a realização deste sonho.
“Foi um dia especial para este menino e um presente na semana das crianças para todos nós profissionais dos transportes. É gratificante saber que futuras gerações admiram este trabalho. É certamente uma valorização para os motoristas” – disse Haroldo Isaak, diretor do Grupo Leblon Transporte de Passageiros
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
FOTO:
Da esquerda para a direita, o avô Sidnei, o pai Eduardo, o futuro motorista de ônibus Diego e diretores e funcionários da Leblon – Clique na foto para ampliar

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

outubro 10, 2018

APLAUSOS PARA A HONESTIDADE


Ato de cobrador da Viação Nobel que localizou mulher que perdeu bolsa e pertences pessoais em ônibus é reconhecido pela população no Terminal Fazenda Rio Grande que aplaudiu a honestidade do trabalhador



Em uma sociedade em que os valores estão invertidos, marcada pela ganância e desonestidade, os atos que deveriam ser corriqueiros acabam se tornando exceção e quando há bons exemplos, é preciso destacar para que sirvam de inspiração para as demais pessoas.
Na última segunda-feira, 08 de outubro de 2018, a honestidade e a preocupação com o próximo falaram mais alto por meio do ato de um cobrador da Viação Nobel.
O Grupo Leblon tem como norma determinar que todos os objetos esquecidos pelos passageiros dentro dos veículos sejam entregues para o setor de achados e perdidos da Leblon e da Nobel.
Mas o cobrador Rodrigo William Bernardo, da linha F-13 – Estados I, da Viação Nobel, foi além.
Ao ver que uma bolsa foi deixada dentro do ônibus, que acabara de chegar ao Terminal Fazenda Rio Grande, Bernardo não teve dúvidas. Pegou o objeto e saiu naquele instante à procura de quem o perdeu.
“Eu imaginei a agonia que essa pessoa poderia estar passando naquele momento. É orientação da empresa entregar os objetos esquecidos à fiscalização no terminal. Mas eu pensei que até a pessoa se dar conta do que tinha ocorrido, poderia passar por uma aflição muito grande. Naquela bolsa poderia estar algo que ela precisasse para aquele dia, não poderia esperar” – contou Bernardo.
Como grande parte das pessoas que descem das linhas alimentadoras da Viação Nobel continua a viagem nas linhas da Leblon Transporte, para Curitiba, Bernardo primeiro correu até uma linha no sentido capital, a Fazenda (Direto). Começou a gritar para ver se alguém no ônibus era dono da bolsa. Mas ninguém se manifestou.
O cobrador não desistiu e foi até à plataforma do Fazenda/Curitiba (Ligeirinho), onde ainda o próximo ônibus não havia encostado.
Bernardo subiu em uma parte elevada perto da plataforma e mais uma vez em voz alta perguntou quem poderia ter perdido a bolsa.
A dona do objeto, já com os olhos com lágrimas, se manifestou e obteve a bolsa de volta.
O que Bernardo não imaginava é que as várias pessoas que estavam no terminal começaram a aplaudir o cobrador. Não apenas pela honestidade dele, mas pelo esforço e a presteza em querer resolver o problema de um semelhante na hora.
“Aquele não tinha sido um bom dia para mim até aquele momento. Estava com problemas financeiros, pessoais. Sempre fui bem extrovertido, mas naquele dia estava para baixo, os colegas tinham percebido. Os aplausos, o reconhecimento, mudaram o meu dia. Não por vaidade, mas pelo reconhecimento ao esforço para dar mais tranquilidade àquela senhora que tinha perdido a bolsa. Recuperei minhas forças”.
Bernardo disse que não conhecia a mulher, nem de vista, já que aparentemente não fazia uso constante da linha.
Isso aí, Bernardo. Você fez o bem sem olhar a quem. Parabéns.

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