quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

janeiro 29, 2020

OBRAS AMPLIAM ESPAÇO EM PLATAFORMA DO LIGEIRINHO EM FAZENDA RIO GRANDE

Obras ampliam espaço em plataforma do Ligeirinho em Fazenda Rio Grande.


Aumento da área era anseio antigo da população
Foram iniciadas nesta semana as obras de ampliação da plataforma de embarque e desembarque do Ligeirinho no Terminal de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba.
As intervenções consistem no rebaixamento de uma cisterna do local, o que vai possibilitar uma área maior para os passageiros.
A previsão é de conclusão completa já no mês de fevereiro, considerando a ampliação da plataforma, concretagem, corrimões, guarda-corpo e sinalização.
O “Ligeirinho” faz a ligação entre Fazenda Rio Grande e a capital Curitiba por meio da linha F 02, que realiza paradas em estações-tubo.
“A cidade cresceu e, consequentemente, a quantidade de passageiros desta linha. O espaço inicial projetado ficou pequeno. A solução foi rebaixar a cisterna mantendo o depósito de água suficiente para atender à legislação. Agora, com a ampliação, vai ficar bem melhor para os passageiros” – disse o coordenador de tráfego da Leblon Transporte, Nabor de Anunciação.

domingo, 26 de janeiro de 2020

janeiro 26, 2020

FAZENDA RIO GRANDE COMPLETA 30 ANOS COM GRUPO LEBLON ACOMPANHANDO SEU CRESCIMENTO

Fazenda Rio Grande completa 30 anos com Grupo Leblon acompanhando seu crescimento.
Para 2020, as perspectivas são de novos investimentos na cidade. Transporte também terá melhorias



A cidade de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana de Curitiba, completa 30 anos em 26 de janeiro de 2020 com uma característica que virou sua marca nos últimos anos: o alto crescimento populacional, acima da média das cidades brasileiras de acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Tal crescimento influencia diretamente na mobilidade urbana. Hoje são mais de 140 mil moradores e este número deve continuar se ampliando.

O Grupo Leblon Transporte de Passageiros é o operador dos ônibus urbanos e metropolitanos da cidade e atua antes mesmo, portanto, de Fazenda Rio Grande ter se tornado município independente.  Até 1990, Fazenda Rio Grande era um distrito da cidade vizinha Mandirituba.

O diretor do Grupo Leblon, Haroldo Isaak, diz que os crescimentos populacional e econômico da região ao longo destes anos provocaram profundas transformações na forma como as pessoas se deslocam.

“Em vias que nossos ônibus antes enfrentavam atoleiros e barro, agora enfrentam congestionamentos. A Leblon e Nobel sempre procuraram corresponder esse crescimento. Foram criadas novas linhas, ampliada a frota de ônibus e a cidade foi o marco inicial da M-RIT – Rede Integrada de Transportes Metropolitana, em 12 de março de 1989, quando no terminal, os passageiros passaram a poder fazer a transferência entre os ônibus municipais e os que vão para Curitiba” – relembrou.

Quem trafega pelas ruas de Fazenda Rio Grande atualmente vê grandes loteamentos residenciais e comerciais sendo erguidos, o que revela que o crescimento populacional deve ser ampliado e novas necessidades de deslocamentos criadas.

A expectativa aumenta ainda mais com os sinais de recuperação econômica brasileira, após anos de retração.

Haroldo Isaak diz que mais mudanças devem ser realizadas nos transportes neste ano de 2020 para atender o crescimento da cidade.

“Estamos em constantes estudos e acompanhando dia a dia as necessidades do passageiro. Assim, se forem necessárias alterações em itinerários e horários bem como criação de novas linhas, vamos fazer sim. Também devemos ter novidades quanto à renovação da frota em 2020. O Grupo Leblon tem Fazenda Rio Grande em seu DNA e aproveitamos para parabenizar sua população, que batalha junto com a gente. Que 2020 seja cheio das bênçãos de Deus, prosperidade, paz e saúde” - finalizou

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

janeiro 06, 2020

PERSPECTIVAS PARA 2020 NA MOBILIDADE

Perspectivas para 2020 na mobilidade
Momento é decisivo e grande parte das cidades está fazendo a escolha errada


Que de fato o transporte coletivo seja prioridade nas políticas públicas.
Que as pessoas voltem saber a viver em cidades, tendo como meta o deslocamento e não o meio, agindo coletivamente.
Que a qualidade de vida e a preservação do meio ambiente estejam no centro das decisões dos governantes e da iniciativa privada, afinal sem pessoas saudáveis e com suas necessidades básicas plenamente atendidas, não há crescimento econômico, não há desenvolvimento social, não há lucro.
Sabe o que entristece ao escrever o início deste artigo? É que estas perspectivas para 2020 são as mesmas que eram para 2019, 2018, 2017, 2016 …. 1952 ....
Se os desejos são os mesmos de décadas, o sinal é ruim. Eles não foram atendidos.
Ocorre que a roda da história não para de girar. Quando um problema grave não é resolvido começam a surgir falsas soluções.  Paliativos que não foram feitos para resolver nada, mas para dar lucro a oportunistas.
É justamente o que está ocorrendo na mobilidade e, em 2020, deve se intensificar. O momento é decisivo, mas muitas cidades estão fazendo a escolha errada.
A palavra da moda é a “demanda”. Mas oportunistas desvirtuam o sentido do que se deveria entender como demanda.
Na mobilidade, a demanda tem sido confundida com algo para atender o anseio individual: carro de aplicativo que ME pega em frente de MINHA casa e ME leva para o MEU destino, enquanto ouço MINHA música e penso em MEU mundo …
As ações estão muito para a primeira pessoa, para o MEU, o EU.
Mobilidade urbana nunca deve ser pensada sob esta perspectiva, a do “eu”. Políticas de mobilidade devem ser para o “nós”.
Assim, carros de aplicativo, patinetes, bicicletas alugadas (o termo mais certo que compartilhadas) e construção de mais ruas e avenidas podem e devem estar entre as opções de mobilidade, mas nunca ser o centro das gestões.
A fórmula é básica e óbvia: as cidades e regiões metropolitanas devem distribuir melhor as ofertas de emprego, renda e ocupação, para evitar a triste rotina que obriga as pessoas a fazerem longos deslocamentos entre a casa, o trabalho e o estudo todos os dias.
Paralelamente, a oferta de redes de metrô, trem, corredores e faixas de ônibus deve aumentar em médias, grandes e enormes cidades. Demanda não é gente. Demanda é necessidade.
Transporte sob demanda é aquele que atende às necessidades e não aos desejos individuais.
As pessoas necessitam se deslocar de forma rápida, confortável, eficiente, sem agressão ao meio ambiente e com custo baixo.  O transporte individual que se disfarça de compartilhado não entrega isso, mas por sua essência de atividade.
Atualmente, de forma geral, o transporte coletivo não está atendendo a isso, não porque não é sua essência, mas porque continua sendo renegado a planos inferiores em suas decisões.
Algumas notícias que provam esta triste realidade.
Em 20 de novembro de 2019, a reportagem noticiou que a Medida Provisória 906/2019 deu novo prazo para os municípios concluírem seus planos de mobilidade.
O novo limite passou a ser abril de 2021, conforme a MP que alterou a lei 12.587/12 (Política Nacional de Mobilidade Urbana).
Esta é a segunda alteração no prazo de entrega do PMU – Plano de Mobilidade Urbana.
O texto original da lei previa como limite abril de 2015. Medida Provisória 818/2048, publicada em janeiro de 2018, alterou este prazo para abril de 2019.
Lamentável que depois de tantos anos, ainda cidades no país não cumpram simplesmente a lei e sequer tenham seus planos para os deslocamentos dos seus, em primeira análise, contribuintes, mantenedores.
Aliás, mais lamentável ainda é o país precisar ter uma lei que obrigue as cidades a terem planos de mobilidade. É a mesma coisa que existir uma lei que obrigue as pessoas a respirarem para sobreviver.
O ano de 2020 é de eleições municipais, que são grandes oportunidades para o início de transformações.
Isso mesmo, início. Eleições sem ilusão. Não é num mandato de quatro anos que o quadro vai mudar, mas uma oportunidade para a classe política começar a fazer política de verdade.
E política não é pedir voto, fazer negociatas, troca-troca, ou buscar por mídia. Mas é criar diretrizes para curto, médio e longo prazo, que ultrapassem quatro anos, quando necessário.
A população quer política … política de saúde, política de segurança pública, política de urbanização, política de mobilidade urbana  …
Que em 2020, a mobilidade de fato seja o centro das atenções e ações.

Extraído originalmente do site Diário do Transporte:
https://diariodotransporte.com.br/2020/01/01/perspectivas-para-2020-na-mobilidade-feliz-ano-novo/

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