quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

janeiro 17, 2019

O ICMS SOBRE O DIESEL DOS ÔNIBUS E O SEU BOLSO

Confaz deve antecipar reunião para debater assunto. Estados dizem que custos dos transportes devem ser maiores e pressionarem as tarifas



No início deste ano foi suspensa a isenção, que era válida para diversas cidades do país, do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre o óleo diesel usado pelos ônibus dos transportes públicos municipais e metropolitanos.
Desde 2013, em vários estados, havia esta possibilidade para reduzir os custos operacionais dos transportes e evitar reajustes maiores de tarifas. Em alguns casos, houve inclusive congelamentos.
No Paraná, por exemplo, os sistemas de transportes de 21 cidades, entre a capital, municípios da região metropolitana e interior, com mais de 140 mil habitantes, contaram com a isenção.
Prevendo que o retorno do ICMS sobre diesel do transporte público poderá causar impactos no dia a dia dos cidadãos, governadores querem que o Governo Federal se manifeste rapidamente sobre a possibilidade das desonerações continuarem.
A isenção ocorria por meio de um convênio com o Ministério da Fazenda (hoje Ministério da Economia), já que o combustível tinha de ser vendido já pela distribuidora por um valor sem a incidência do ICMS, havendo uma compensação posterior.
Diante da necessidade exposta por alguns governadores, o Confaz - Conselho Nacional de Política Fazendária cogita a possibilidade de analisar a questão antes de março, quando estava marcada uma reunião ordinária sobre o tema em Brasília.
A discussão deve ocorrer ainda no final de janeiro.
A secretaria da Fazenda - Sefaz do governo do Amapá, por exemplo, encaminhou um pedido formal de antecipação da reunião ao Confaz alegando que as tarifas de transportes públicos sem a desoneração do ICMS devem pesar no bolso das pessoas que ganham menos.
“Infelizmente, o fim do referido benefício que se encerrou no dia 31 de dezembro de 2018, tem resultado em aumento do preço das passagens, em prejuízo e transtornos à população, sobretudo aos cidadãos de maior vulnerabilidade financeira para o transporte público, principal meio de locomoção”. – diz um trecho do comunicado obtido pelo site especializado em mobilidade, Diário do Transporte.
No Paraná, o impacto sobre as tarifas do transporte público sem a isenção pode ser de até R$ 0,30 por passagem.
Oficialmente, o Confaz não confirma nova data da reunião, mas a estimativa é que entre os dias 28 e 30 deste mês o assunto volte a ser debatido pela equipe do Governo Federal. 
A desoneração não vai para as empresas de ônibus já que o custo menor com o diesel é repassado diretamente na tarifa de remuneração das viações.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

janeiro 14, 2019

2019: PERSPECTIVAS NO CENÁRIO DE RENOVAÇÃO QUE PRECISA INFLUENCIAR NOS TRANSPORTES

Economia dá sinais de que retomada deve continuar. Novos governos estaduais devem pensar em regiões metropolitanas
ADAMO BAZANI



O ano de 2019 marca o início de novas gestões, tanto federal, como nos Estados.
A melhoria da mobilidade urbana, com reais investimentos nos transportes coletivos, deve estar na agenda daqueles que receberam a confiança da população e foram eleitos.
A retomada da economia, após quatro anos de crise, dá sinais que vai continuar em 2019, o que deve ser aproveitado para a mobilidade urbana.
Ainda sem grandes avanços, está no centro da questão o financiamento aos serviços de ônibus, trens e metrôs; ressalta-se, custeio não para as empresas operadoras, mas para a população.
O modelo pelo qual apenas as tarifas bancam os serviços já se mostrou defasado, insuficiente e injusto.
Os transportes coletivos beneficiam a todos, até mesmo quem usa carros, já que contribuem para a redução do trânsito e da poluição, com o melhor aproveitamento do espaço urbano.
Mas, apesar de beneficiar a todos, apenas uma parte da sociedade acaba financiando os transportes coletivos por intermédio das passagens.
Isso sem contar que os custos de benefícios sociais, como as gratuidades, em grande parte dos sistemas de transportes públicos do País são bancados pelo passageiro pagante.
Este fator perpetua o cenário antigo: as tarifas são caras para os passageiros que pagam, mas insuficientes para ampliar os investimentos para a melhoria dos transportes.
A palavra subsídio não deve assustar. Em grande parte do mundo, inclusive na América Latina, as tarifas são mais baixas e os serviços são melhores porque há complementações financeiras.
O caminho adotado pela maior parte das nações não é fazer com que saúde, educação e segurança percam dinheiro para a mobilidade, mas é adotar modelos pelos quais o transporte individual, que ocupa mais espaço urbano e polui mais, ajude a financiar as viagens de transportes públicos.
Projetos no Congresso não faltam. Como houve uma renovação de nomes entre os deputados e senadores, 2019 pode ser uma oportunidade de mostrar que a renovação também foi de ideias. A política que privilegia o transporte individual é ultrapassada e mostrou que causa mais danos que benefícios.
Mas para que os subsídios sejam de fato benéficos à população, os transportes coletivos devem ganhar eficiência, caso contrário, as subvenções vão financiar sistemas viciados que não beneficiam plenamente a sociedade.
Aí que entra a esfera estadual, que em grande parte do País deve ser renovada neste ano de 2019.
Os estados devem liderar em parceria com os municípios ações que realmente melhorem os transportes. A primeira delas é planejamento integrado.
Não adianta vários municípios, um ao lado do outro, com diretrizes diferentes.
As práticas devem ser conjuntas e não com cada cidade “olhando para seu umbigo”. O pensamento deve ser “metropolitano”, afinal, as pessoas não são aprisionadas cada uma em seu município.
Desta necessidade surgiu a defesa da criação das Autoridades Metropolitanas de Transportes que visam justamente a integração entre cidades e sistemas, tanto na infraestrutura, como na gestão e nas tarifas.
Outro passo importante é priorizar de fato o transporte coletivo no espaço urbano.
A falta de espaços como corredores de ônibus eficientes de acordo com a demanda também faz com que as tarifas sejam mais altas. Ônibus presos no trânsito, queimando combustível sem necessidade, frotas maiores para atender a demandas menores geram custos pela ineficiência que aumentam as tarifas.
Muitos também têm se iludido com o “conto” dos aplicativos de transportes como soluções de mobilidade. Os apps, como são chamados na moda, podem ajudar sim, mas como complementares aos serviços de grande e média capacidade, como metrô, trens metropolitanos e ônibus. Algumas empresas de aplicativos, mesmo negando no discurso, querem assumir um papel que não é delas, mas sem as responsabilidades e obrigações dos operadores regulares de transportes coletivos, como as gratuidades, horários e linhas fixos independentemente da demanda, manutenção dos veículos e encargos trabalhistas.
O ano é novo, muitos dos políticos eleitos também, mas os problemas são bem antigos.
Por isso, não é momento de se iludir pensando que a mudança do calendário é o suficiente.
O Brasil passa por questões sérias e antigas que devem ser encaradas com a mesma seriedade por parte dos eleitos e eleitores.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

janeiro 09, 2019

UM PASSAGEIRO ESPECIAL








Muitas vezes, a vida nos dá sinais.
De forma singela, ela nos passa uma mensagem.
Neste domingo, 23 de dezembro de 2018, bem pertinho do Natal, algo diferente ocorreu no ônibus da cobradora Virgínia e do motorista Proêncio.
O veículo, da Viação Nobel, fazia a linha F-16 Nações I, na cidade de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, quando um simpático passageiro apareceu.
Sem temer as pessoas e as vibrações do veículo, um passarinho entrou no coletivo.
Ficou um pouquinho na janela e até na tampa do motor, sem se importar com o barulho.
Passado um tempo, o bichinho voou, tranquilamente, assim como o período em que ficou no ônibus.
Um sinal do meio ambiente interagindo com o urbano. Um ato simples da natureza que gerou sorrisos e alegria.
Naquele momento, houve paz e descontração na viagem.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

dezembro 21, 2018

SUPER-HERÓIS DA ALEGRIA: LEBLON E NOBEL PROPORCIONAM UM DIA ESPECIAL PARA AS CRIANÇAS DA APAE DE FAZENDA RIO GRANDE




Super-heróis da Alegria: Leblon e Nobel proporcionam um dia especial para as crianças da APAE de Fazenda Rio Grande
Funcionários se fantasiaram de “Quarteto Fantástico” e realizaram apresentações para uma galera muito animada.

ADAMO BAZANI

O mundo está cheio de super-heróis e, muitas vezes, nem percebemos.
Não, não são aqueles com poderes especiais como voar ou ter visão de calor.
A superação, a honestidade e a solidariedade fazem com que muitos se tornem super-heróis do dia a dia.
Nesta última sexta-feira, 14 de dezembro de 2018, aconteceu uma reunião de heróis na APAE de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, que foi para deixar qualquer “sala da justiça” dos quadrinhos, no chinelo.
Funcionários das empresas Leblon Transporte e Viação Nobel, que têm sede na cidade, proporcionaram um dia especial para as crianças, pais e profissionais da instituição.
Foram dois encontros, um para a garotada da manhã e outro para os alunos do período vespertino.
Quatro destes funcionários foram vestidos de “Quarteto Fantástico” e realizaram brincadeiras e encenações.
Outros colaboradores das empresas também participaram.
O coordenador de manutenção do Grupo Leblon, Gilson Drohomereschi, que foi um dos organizadores da ação, disse que além da festa, o objetivo foi passar uma mensagem especial de Natal aos pais e crianças.
“Praticamente toda a empresa se envolveu. Havia motoristas, cobradores, pessoal da manutenção, da administração, limpeza, os coordenadores e a diretoria. O objetivo foi passar de forma divertida, uma mensagem de paz, de amor, de esperança neste Natal” – contou.
Também foram distribuídos 300 brindes para as crianças.
Os dois encontros, um em cada período, provaram que o maior superpoder é conseguir fazer com que as pessoas possam sorrir, apesar de todas as dificuldades.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

dezembro 14, 2018

TRANSPORTES SÃO RESPONSÁVEIS POR 25% DAS EMISSÕES GLOBAIS E VEÍCULOS LEVES SÃO OS GRANDES VILÕES DA POLUIÇÃO, DIZ ESTUDO DE 40 ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS


Corredores de ônibus, com modelos não poluentes, são apontados por 40 organizações internacionais como soluções ideais para mobilidade e meio ambiente. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) / Clique para ampliar
Carros de passeio respondem por 45% da poluição gerada pelos transportes. Ônibus e micro-ônibus geram apenas 5% das emissões do setor
ADAMO BAZANI
Os governos em todo o mundo precisam urgentemente desestimular os transportes individuais e propiciar investimentos em sistemas eficientes e limpos de ônibus, além de redes metroferroviárias.
Esta é uma das conclusões do relatório “Situação Global do Transporte e Mudança Climática Global” (tradução livre para o Português), elaborado por 40 organizações internacionais que reúnem especialistas em transportes limpos e de baixo carbono.
Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, 11 de dezembro de 2018, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), realizada em Katowice, na Polônia.
O relatório teve como base os dados oficiais do clima de 40 países, dentre os quais, 29 em desenvolvimento, incluindo o Brasil.
Segundo o estudo, os carros de passeio são os grandes vilões da poluição, respondendo por 45% das emissões de CO2 – gás carbônico –  dos transportes.
Em segundo lugar, surgem os caminhões, com 21% da poluição por CO2. Em seguida, os maiores poluidores dos transportes são os navios e aviões, com 11% das emissões cada.
Os ônibus e micro-ônibus representam apenas 5% da geração de CO2, número que pode ser menor ainda se houver mais frotas de modelos elétricos à bateria, trólebus, híbridos, gás natural e biometano, etanol, hidrogênio, entre outros com tração alternativa ao óleo diesel.
Triciclos e motocicletas emitiram globalmente 4% e os trens (em especial os cargueiros a diesel) respondem por 3% da poluição por CO2 nos transportes.
O estudo mostra que os transportes, somando todos os modais, são responsáveis por 25% das emissões globais.
A poluição gerada pelo setor de transportes cresceu 29% entre 2000 e 2016, ainda segundo o relatório, passando de 5,8 gigatoneladas para 7,5 gigatoneladas.
Os países em desenvolvimento, como o Brasil, vão ser responsáveis pelo maior crescimento da poluição pelos transportes. Em 2015, as 29 nações pesquisadas tiveram contribuição de 40% das emissões do setor, número que pode subir para entre 56% e 72% em 2050.
Em um dos trechos, o relatório cita negativamente as políticas de incentivos ao transporte individual, como no Brasil.
“Apesar das elevadas quotas de transporte público, o crescimento da motorização no Brasil (69%) e no México (49%) superou em muito a média mundial (27%), atingindo 297 veículos por mil habitantes em 2015. No Brasil, isso foi resultado das políticas econômicas do governo federal que subsidiou com isenções fiscais a compra de automóveis privados”.
Com isso, o Brasil promove incentivos ao transporte individual com dinheiro público.
Um dos resultados desta política foi evidenciado no total de emissões por pessoa transportada, que no Brasil cresceu bem mais que a média, provando que há mais veículos particulares sendo estimulados em vez de deslocamentos coletivos.
“O crescimento das emissões per capta variou muito, no Brasil foi de 38% e no México de 6%  de 2000 a 2016, contra uma média de taxa de crescimento de 23% na América Latina durante o mesmo período. As emissões por unidade do PIB no Brasil aumentaram 12% e diminuíram no México em 6%, de 2000 a 2016, enquanto no mundo as médias caíram cerca de 15% durante o mesmo período.”
Os países não desenvolvidos, segundo o relatório, tem um potencial de redução de poluição 60% maior que dos países mais ricos porque até então fizeram muito pouco diante do tamanho do problema.
Se quiser cumprir as metas do Acordo de Paris, para limitar e, 1,5 graus centígrados o aquecimento global, o mundo precisa reduzir para duas ou até três gigatoneladas de CO2 até 2050, as emissões pelos transportes.
BRTs e Metrô como soluções conjuntas:
O que muitos especialistas já apontaram como um dos principais caminhos para reduzir as emissões, o relatório apresentado em 11 de dezembro de 2018 confirma: os investimentos têm de ser em redes de transportes coletivos, em especial BRT- Bus Rapid Transit (corredores de ônibus mais eficientes) e em metrô.
A desaceleração dos recursos nestas duas modalidades de transportes preocupa as 40 organizações.
Segundo o estudo, houve um crescimento de 74% na demanda por transporte de passageiros, entre público e privado, de 2000 a 2016, principalmente nos países em desenvolvimento.
Nas duas últimas décadas, em todo o mundo, houve crescimento de redes de transportes coletivos.
O BRT – Bus Rapid Transit, por seu baixo custo, resultados positivos e rápida implantação foi o principal escolhido tanto por países ricos como em desenvolvimento, com expansão de 853%. As linhas de VLTs -Veículos Leves sobre Trilhos cresceram 88%, e os sistema de metrô de fato, tiveram expansão de 67%.
“Sistemas Prioritários de Ônibus: Corredores prioritários de ônibus em uma variedade de formas, e o BRT ganhou mais popularidade em todo o mundo como uma alternativa mais rentável que os investimentos ferroviários urbanos que são muito mais caros. Entre 2005 e 2017, a Cidade do México expandiu seu BRT Metrobus, sistema com sete linhas principais, totalizando 140 km e transportando 1,24 milhão de passageiros por dia. Outra a redesenhar o sistema de transporte público com base em ônibus é Dublin. A Autoridade Nacional de Transportes da Irlanda, em maio de 2017, propôs o Plano «BusConnects», composto por 17 novas linhas , todas com pistas separadas.”
No entanto, a redução do ritmo de investimentos, principalmente nos BRTs, nos anos mais recentes, preocupa os pesquisadores.
ÔNIBUS ELÉTRICOS:
O relatório destaca que cada vez mais os ônibus elétricos têm ganhado importância, principalmente na China.
Em 2017, os ônibus elétricos tiveram papel de destaque entre as tecnologias de baixo carbono com o rápido aumento de produção e implantação. Cidades da Europa, da América Latina, África e Ásia anunciaram e executaram planos para eletrificar suas frotas de ônibus. Em 2017, eram cerca de 375 mil ônibus elétricos em operação em mais de 300 cidades, com 98% implantados na China.
O relatório ainda mostra que há espaço para duas soluções de ônibus movidos a eletricidade. Os trólebus, já em operação há décadas e que têm se modernizado, e os elétricos com bateria, que viraram tendência nos novos investimentos.
Ônibus elétricos: enquanto ônibus elétricos conectados a fios (geralmente chamados de trólebus) estão em uso durante várias décadas, os desenvolvimentos recentes de ônibus elétricos alimentados por bateria ganham espaço. Em Edimburgo, Reino Unido, os primeiros ônibus públicos totalmente elétricos começaram a operar em outubro de 2017. Muito do centro de Edimburgo é servido por esses veículos, e a frota é ampliada em 2018 para criar uma primeira rota totalmente elétrica na cidade. Town, na África do Sul, recebeu seus primeiros dez ônibus elétricos no segundo semestre de 2017, e de lá, os ônibus elétricos serão expandidos para Windhoek, na Namíbia, e Maurício nos próximos anos. Santiago, no Chile, incorporou os primeiros ônibus elétricos em sua frota de transporte público em novembro de 2017, com 90 desses ônibus previstos para estar em circulação no final de 2018. Shenzhen, na China substituiu todos os seus ônibus (16.539) por elétricos no final de 2017, tornando-se a primeira cidade do mundo com uma frota de ônibus totalmente elétrica. Os governos do Reino Unido lançaram programas para promover ônibus elétricos, oferecendo substancial apoio aos operadores de transportes públicos para a aquisição de ônibus híbridos ou totalmente elétricos plug-in e carregamento na infraestrutura. O governo alemão vai cobrir 80% dos custos incrementais de e-bus e até 40% de cobrança custos de infraestrutura. Estes são apenas alguns dos vários exemplos de implantação de ônibus elétrico a partir de 2017.”
Veja na íntegra, mas compartilhe com nosso link:
O relatório ressalta a importância dos transportes públicos para melhorar as condições de vida nas cidades e coloca o ônibus como um dos modais mais importantes para que este objetivo seja alcançado.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

outubro 12, 2018

O sonho de uma criança e a paixão pelos transportes

Menino de cinco anos teve um dia especial em garagem de ônibus na semana do Dia das Crianças e se tornou um “motorista-mirim”, mas presente mesmo, quem ganhou foram os profissionais dos transportes

ADAMO BAZANI
Bombeiro, médico, jogador de futebol ... são várias as profissões que despertam fascínio em diversas crianças.
Para algumas, um sonho passageiro, mas outras acabam se tornando quando adultos excelentes profissionais e orgulhos em suas áreas.
Uma atividade que também desperta fascínio em muitos meninos e meninas é a de motorista de ônibus.
E um garoto de Fazenda Rio Grande, cidade da região metropolitana de Curitiba, teve um dia especial justamente na semana das crianças.
Diego de Oliveira Chaves de cinco anos visitou a garagem das empresas Leblon Transporte e Viação Nobel, operadoras da cidade, e não só isso: se tornou um “motorista mirim”, com direito a uniforme, crachá, a dar um volta junto com uma motorista profissional e a conhecer como é a rotina de uma companhia de ônibus.
O brilho nos olhos e a empolgação do menino contagiaram a equipe de profissionais do grupo de empresas de ônibus.
Tudo começou com o apoio ao sonho por parte do avô Sidnei, carteiro de Fazenda Rio Grande, que ao entregar uma encomenda na garagem perguntou se haveria a possibilidade de comprar uma camisa de motorista do uniforme dos motoristas de ônibus.
Perguntado sobre o motivo, o carteiro disse que seria um presente para o neto, desde sempre apaixonado por ônibus.
Uma das lembranças de Sidnei, por exemplo, foi a de ver o neto, ainda com dois aninhos, dando “tchauzinho” e todo feliz ao ver um ônibus passar.
De pronto, a equipe do Grupo Leblon, ao ficar sabendo do desejo do garoto decidiu providenciar uma surpresa para o menino.
Inicialmente, era para ser algo simples: uma camiseta e uma visita à garagem. Mas ideias foram surgindo e nesta terça-feira, 09 de outubro de 2018, as surpresas marcaram até mesmo quem já é experiente no ramo de transportes.
Juntamente com o avô e o pai Eduardo, que é caminhoneiro, o garoto chegou meia hora antes do horário marcado. A ansiedade e a empolgação eram grandes.
Inicialmente, Diego foi informado que receberia uma camiseta.
Mas as surpresas iam surgindo momento a momento.
Primeiro uma visita à garagem, onde foi explicado como funciona uma empresa de ônibus com uma linguagem bem lúdica: a oficina era o hospital, que curava os “ônibus doentes”. O almoxarifado era a farmácia, de onde o médico, ops, o mecânico, tira os remédios para “curar” o ônibus. Ah, sim, e a máquina de lavação era o chuveiro dos ônibus.
Depois, o pequeno Diego ganhou um uniforme completo de motorista feito especialmente para seu tamanho.
Mas não basta uniforme. O bom profissional trabalha com crachá. A equipe da Metrocard, associação que reúne as empresas de ônibus e é responsável pela bilhetagem eletrônica da região metropolitana de Curitiba confeccionou um crachá igualzinho dos motoristas.
Em seguida, no colo da motorista Carina Barbosa foi a vez de dar uma voltinha dentro da garagem, num ambiente seguro, com as mãos no volante de um ônibus articulado, sentindo a sensação de como é estar no comando de um gigante de 18 metros que pesa várias toneladas.
Um dos momentos que mais deixaram o garoto entusiasmado foi quando o ônibus passou por dentro da máquina de lavação.
Se não bastasse toda esta emoção, ainda ao final da visita, o garoto ganhou uma miniatura de ônibus adesivada com o símbolo da empresa que proporcionou a realização deste sonho.
“Foi um dia especial para este menino e um presente na semana das crianças para todos nós profissionais dos transportes. É gratificante saber que futuras gerações admiram este trabalho. É certamente uma valorização para os motoristas” – disse Haroldo Isaak, diretor do Grupo Leblon Transporte de Passageiros
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
FOTO:
Da esquerda para a direita, o avô Sidnei, o pai Eduardo, o futuro motorista de ônibus Diego e diretores e funcionários da Leblon – Clique na foto para ampliar

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