terça-feira, 12 de março de 2019

março 12, 2019

INTEGRAÇÃO DO TRANSPORTE METROPOLITANO EM FAZENDA RIO GRANDE COMPLETA 30 ANOS

Possibilidade de troca de linhas de ônibus dentro de terminal sem cobrança de tarifa extra representou mais mobilidade para os cidadãos e um importante avanço na relação entre a cidade e capital Curitiba


Um marco para o desenvolvimento de Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba, e para a mobilidade de seus cidadãos completou exatos 30 anos nesta terça-feira, 12 de março de 2019: a integração entre a região metropolitana e capital.
Foi em 12 de março de 1989 que a nascia a M- RIT – Rede Integrada de Transporte da região metropolitana e o berço do sistema foi justamente Fazenda Rio Grande, a pioneira num sistema mais lógico e moderno de deslocamentos.
O pioneirismo de Fazenda Rio Grande e do operador Grupo Leblon foi tanto que gradativamente outras cidades foram sendo integradas à M-RIT, o que somente se completou em 1996.
O sistema consiste até hoje em linhas alimentadoras do munício de Fazenda Rio Grande, operadas pela Viação Nobel, se conectarem às linhas metropolitanas da Leblon, com destino à capital Curitiba.
A integração ocorre no terminal principal de Fazenda Rio Grande sem cobrança de tarifa para troca de ônibus. Na volta, a integração ocorre em Curitiba.
A medida significou um avanço na mobilidade das pessoas e foi considerada uma referência de transporte metropolitano.
No início, as linhas alimentadoras  urbanas de Fazenda Rio Grande eram

– Santa Fé – Atual Iguaçu 1 e 2
– Jardim Dona Rosa – Atual Estados 1 e 2, Santa Terezinha e Ipê
– Juvenal da Cruz – Atual Gralha Azul
– Dona Lia – Atual Nações 1 e 2
– São Francisco – Atual Eucaliptos 1,2,3.

Além de representar maior facilidade para quem se desloca para a capital, o sistema resultou em mais opções de linhas internas em Fazenda Rio Grande.
O diretor-presidente do Grupo Leblon, Haroldo Isaak, disse que o sucesso da integração é devido à atuação de todos, funcionários, passageiros, empresa e poder público.
”É uma data especial, de gratidão. E todos fazem parte disso. Há 30 anos começou a integração da Fazenda Rio Grande.  Louvo a Deus por todo esse tempo, pelos desafios, pelo crescimento da empresa, a cada passageiro transportado, a cada colaborador que participou, que se empenhou visando servir com excelência à Excelência.”
Grupo Leblon Transporte de Passageiros

quinta-feira, 7 de março de 2019

março 07, 2019

Grupo Leblon parabeniza Mulheres pelo seu dia e faz atividades com colaboradoras

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Leblon Transporte e a Viação Nobel programaram atividades especiais destinadas às colaboradoras.


Para o dia 08, sexta-feira, estão previstas aulas de Dica de Beleza, com a consultora da Mary Kay, Virgínia Nunes; e de “Move Dance” com Fitness Club.
Move Dance é um sistema que acompanha tendências como zumba mescladas a ritmos brasileiros, como sertanejo, axé e músicas regionais, com o objetivo de trazer benefícios à saúde pela queima calórica de forma indireta, mas de uma maneira que proporciona diversão.
É uma forma de o Grupo Leblon demonstrar seu reconhecimento e respeito às mulheres que são o sustentáculo da família e, assim, da sociedade como um todo.
A Leblon e a Nobel aproveitam a data para estender a gratidão, respeito e reconhecimento a todas as clientes em geral, que com garra e força levam bem estar e lutam em prol de suas famílias.
Com nossos ônibus, prestando serviços de transportes, unindo pessoas aos seus sonhos, possibilitando acesso ao trabalho e estudo, também fazemos parte desta luta.
Parabéns a todas as mulheres!

Grupo Leblon Transporte de Passageiros.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

fevereiro 21, 2019
Nota explicativa para publicação Facebook, notícia oficial para repercussão do Informativo Fazenda ref. Ônibus encalhado em 21/02/2019.
Na manhã desta quinta-feira 21/02/2019, por volta de 7:00, ocorreu um acidente na BR 116 sentido Curitiba, que ocasionou a interrupção do trânsito e um longo congestionamento. 
O ônibus 15405 da linha F03 FAZENDA DIRETO que saiu do Terminal Fazenda Rio Grande às 6:53hr procurou desviar por uma rota alternativa no intuito de proporcionar menores prejuízos aos passageiros, mas infelizmente acabou encalhando nesse trajeto por volta das 07:20hr. Na  Rua Ângela Gabardo Parolin, o ônibus não conseguiu enfrentar uma subida devido não haver asfalto e estar chovendo  e  acabou ficando preso.
Dois outros ônibus foram providenciados para irem buscar os passageiros e continuarem a viagem pela BR, mesmo tendo que enfrentar o  congestionamento.
Mais uma vez  pudemos perceber o reconhecimento do povo pelo esforço do nosso motorista na tentativa de auxiliar os passageiros, que o retribuíram com a nobre atitude de ajuda-lo, empurrando o ônibus, na expectativa de prosseguirem a viagem.
Agradecemos aos nossos amigos pela ação com reconhecimento de gratidão, respeito e consideração à esse povo que notoriamente, assim como os da família Leblon, trabalham sempre, independente das circunstâncias, para superar as dificuldades.
Salientamos que toda e qualquer anormalidade nos trajetos e  no trânsito, a Empresa sempre comunica o seu órgão gestor COMEC (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba)
A  Empresa monitora todos os seus veículos via satélite em tempo real e está sempre procurando criar alternativas para melhorar a sua prestação de serviços.
Assim, pedimos desculpas aos nossos passageiros pelo ocorrido e lamentamos profundamente a situação e os problemas gerados por esse episódio e ainda nos comprometemos a continuar buscando sempre o melhor.


   


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

fevereiro 06, 2019

OPINIÃO: Justiça Tarifária e a desoneração dos combustíveis do avião e do ônibus

País precisa avançar neste tema que é de interesse de todos, mas, apesar de haver soluções e mecanismos, pouco se avançou
ADAMO BAZANI




Há muito tempo, os sistemas de transportes brasileiros “vivem” uma triste realidade: as tarifas são caras para quem paga e insuficientes para custear os serviços.
Este é um dos motivos pelo qual a qualidade dos serviços não consegue alcançar níveis melhores.
Como grande parte dos países desenvolvidos já fazem há muito, é necessário que não se jogue todos os custos apenas para o passageiro pagar.
Os transportes públicos trazem benefícios sociais para todos, inclusive para quem não usa, ao diminuir, por exemplo, o excesso de carros nas ruas e a poluição, além de proporcionar o deslocamento da força de trabalho.
Já pensou se hoje todo mundo que está nos ônibus, trens e metrôs resolver ir de carro?
Certamente as cidades vão ficar mais travadas ainda.
Assim, mesmo que proporcionalmente, todos têm de ajudar a conta fechar.
Ao contrário do que se propaga por aí, subsídios (sejam diretos ou indiretos) não são para as empresas de ônibus ou operadoras de trens e metrôs. 
Subsídios são políticas sociais que trazem justiça principalmente às pessoas de menor renda e que moram mais distantes e precisam dos transportes públicos para trabalhar e estudar.
Nesta semana, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a redução do ICMS sobre o combustível usado pelas empresas áreas de 25% para 12% com o  objetivo de estimular o turismo e as viagens de avião.
É uma forma de subsídio.
Com isso, o combustível dos aviões passará a “pagar” a partir de abril no Estado de São Paulo o mesmo percentual que incide sobre o diesel dos ônibus, muitos dos quais, que servem bairros de periferia e cidades-dormitórios de regiões metropolitanas.
Enquanto isso, estados e o Governo Federal ainda não se acertaram sobre a desoneração do ICMS do diesel dos ônibus urbanos e metropolitanos.
A reunião com o Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária, do Governo Federal, que deve tratar sobre o tema, só deve ficar mesmo para março, apesar de os governadores terem tentado que o encontro fosse no final de janeiro já para dar uma decisão;  
Ora, se há exemplos de iniciativas locais que tentam baratear as viagens de avião (e não é o caso de ser contra ou a favor), os Estados e municípios devem ser mais ativos quanto ao incentivo ao transporte coletivo, apesar de muitos estarem em situação financeira delicada.
Os custos com diesel, que são o segundo maior peso das tarifas de ônibus, subiram ao longo dos últimos 20 anos, 264,4% a mais que a inflação pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor – Amplo.
Os dados são de um estudo da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, entidade que reúne 500 empresas de ônibus de todo o País.
Segundo os dados, nos últimos 20 anos (de 1999 ao início de 2019), enquanto que o IPC-A acumulou alta de 232,848% e a gasolina 293,68%, o preço do litro do óleo diesel disparou 496,88%
Um dos melhores caminhos para reverter este quadro parece ser, sem pesar demasiadamente no bolso do cidadão, que o transporte individual que tanto polui e congestiona as cidades, financie os transportes coletivos, inicialmente direcionando melhor os recursos que já existem.
Também as empresas de aplicativos de transportes, que só crescem em demanda e entrada de dinheiro cobrando até 25% dos motoristas, devem colaborar mais também, afinal, mesmo sendo carros compartilhados, não são transporte de massa para os que mais necessitam.
Há mecanismos já conhecidos que podem fazer com que o transporte individual ou os privados de baixíssima demanda por viagem contribuam mais para aqueles que se deslocam coletivamente.
É só ter coragem e força de vontade.
Propostas existem, inclusive no Congresso, que abrangem também o financiamento das gratuidades nos transportes que, na maioria do país, é bancada exclusivamente pelo passageiro pagante e representa mais de 30% das passagens de alguns sistemas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

janeiro 30, 2019

O TRANSPORTE COMO AGENTE TRANSFORMADOR

Muito mais que proporcionar a locomoção das pessoas, redes de transportes servem para deixar as cidades mais amigáveis
ADAMO BAZANI




Uma rede de transportes vai muito além da mobilidade de pessoas.

Seu papel é, na verdade, ser transformador de espaços urbanos e relações, de acordo com as necessidades de cada época ou região.

Por isso, as cidades cujos administradores realmente pensam na população como um todo, e não em interesses de pequenos grupos, inserem as redes de transportes nos planejamentos para a modernização urbana.

A consequência desta visão, que tem aos poucos ganhando espaço nas administrações brasileiras, mas de forma ainda insuficiente, é a melhoria objetiva nas condições de vida da população e na sensação de bem estar.

Os modelos de cidades, que se intensificaram no Brasil entre os anos 1950 e 1960, voltados para a circulação de carros e não de pessoas, já se esgotaram faz tempo.

Linhas comuns de ônibus, corredores e sistemas de trilhos, não devem ser mais somente “correr” atrás das demandas e suprir carência de atendimento em determinadas regiões.

Enquanto o “aqui e agora” tem de ser executado, os planejamentos de transportes devem ser no sentido de induzirem novos perfis de vida e investimentos regionais.

Neste sentido, os planos diretores de cidades colocam os transportes não mais na concepção pendular, pelo qual se leva pessoas do ponto A para o ponto B para trabalharem e, no final da tarde, do ponto B para o ponto A para retornarem às suas casas. Todos ao mesmo tempo e nos mesmos espaços.

E este “miolo” entre os dois pontos?

As concepções mais modernas de cidades pensam as moradias e oportunidades de renda e trabalho não em pontos opostos, mas distribuídas ao longo dos eixos de transportes.

Casas mais próximas do trabalho, menos congestionamentos e diminuição do tempo de deslocamento diário são os objetivos de uma cidade planejada por eixos integradores de mobilidade urbana.

O prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, em 1974, ao inaugurar o primeiro sistema de corredor BRT – Bus Rapid Transit pensou muito mais que numa rede de transporte, mas numa organização urbana.

O modelo foi exitoso, mas em determinados momentos sofreu com a falta de continuidade administrativa por questões partidárias.

A restruturação da dinâmica urbana serve tanto para grandes capitais como para pequenas e médias cidades e, também, para conglomerados de cidades em regiões metropolitanas.

O passo inicial para planos transformadores de cidade é priorizar os transportes coletivos no espaço urbano e nos investimentos.

Por exemplo, muitos dos problemas atribuídos hoje aos ônibus, na verdade, não são “culpa dos ônibus”.

Viagens longas e desgastantes, grandes intervalos e lotação ocorrem porque na maior parte das vezes o transporte coletivo recebe muito pouca ou nenhuma prioridade no espaço urbano. Corredores mais estruturados, ou soluções bem mais simples, como faixas preferenciais ou proibição de estacionamento pelo menos em um dos lados da via por onde passam os ônibus nos horários de pico, já resultariam em viagens mais rápidas e menos cansativas, menores intervalos e melhor frequência.

Um plano de cidade e região metropolitana que prioriza o transporte coletivo e o coloca como um dos agentes de transformação urbana interfere até mesmo nas tarifas.

Grande parte dos custos dos transportes hoje é porque os ônibus ficam presos em congestionamentos gastando combustível, peças e horas trabalhadas.

Com mais prioridade ao transporte público um ônibus consegue fazer mais viagens, aumentando sua produtividade, eficiência e reduzindo os custos de operação.

É hora de transformar as cidades.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Foto: BRTs podem ser eixos de desenvolvimento econômico, atraindo investimentos não apenas para seus extemos, mais o longo de seus traçados. Foto: Prefeitura de Curitiba (Clique para Ampliar) – Texto: Adamo Bazani

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

janeiro 25, 2019

LEBLON TRANSPORTE E FAZENDA RIO GRANDE: DOS CAMINHOS DE TERRA À ROTA DO DESENVOLVIMENTO

Cidade atrai investimentos e cresce em população e infraestrutura. Empresa de ônibus, que completa 41 anos em 2019, nasceu antes do próprio município e faz parte desta história de seu crescimento




ADAMO BAZANI

A imagem de um ônibus modelo Caio Gabriela nos anos 1990 enfrentando uma via de terra na cidade de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana de Curitiba reflete bem como o transporte público contribui para uma população vencer os principais desafios em busca do crescimento e de uma vida melhor.
O jovem município que completou 29 anos de emancipação em  26 de janeiro de 2019 registra altas taxas de crescimento populacional e de investimentos.
Grandes espaços vazios de terras agora se tornaram loteamentos populosos.
De acordo com estimativa do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 a cidade tinha quase 100 mil habitantes, porém segundo dados da Prefeitura, baseados em levantamentos técnicos, são mais de 140.000 habitantes .
Antes mesmo de se tornar um município independente da cidade de Mandirituba, uma empresa de ônibus já operava na região e, enfrentando ruas de terra, atoleiros e diversas dificuldades, fazia parte da luta da população em prol de uma vida melhor por meio do trabalho e disposição.
Alfredo Willy Isaak, fundador da Leblon,  já atuava desde 1951 no setor de transportes, quando começou aos sete anos de idade ajudando o pai a distribuir leite em carroças na região. Em 1965, o jovem se tornou transportador de passageiros ao adquirir seu primeiro ônibus, um Chevrolet 51, na época denominado "lotação", com o qual realizava o transporte escolar do Colégio Divina Providência, em Curitiba.
O crescimento da família no setor de transportes acompanhava o aumento da necessidade da população de ir e vir, mas os números ainda eram modestos comparados com os de hoje.
Uma mudança no perfil econômico do Paraná foi fundamental para a região correspondente a Fazenda Rio Grande. No ano de 1975, segundo o registro histórico da prefeitura de Fazenda Rio Grande, com a quase erradicação da produção de café na Região Norte do Estado, houve um grande movimento de êxodo rural no Paraná, responsável por atrair muitas pessoas para a Região Metropolitana de Curitiba.
Neste contexto, surgiu a Leblon Transporte de Passageiros que, além de serviços escolares e de fretamento, em 1982 adquiriu a linha Curitiba-Tietê via Fazenda Rio Grande, da empresa Viação Montreal. Na época esta linha transportava aproximadamente mil passageiros por mês em quatro viagens diárias.





O BERÇO DE UM TRANSPORTE INTEGRADO:
O que muitos não sabem é que Fazenda Rio Grande foi um berço dos transportes integrados na região Metropolitana de Curitiba.
A região foi a primeira a oferecer transporte com integração tarifária, servindo de modelo para toda estruturação da RIT – Rede Integrada de Transporte Metropolitano, que por sua vez, inspirou sistemas até mesmo de outros países.
Em 1988, o então prefeito de Mandirituba, Geraldo Cartário, decidiu implantar transporte gratuito entre o distrito de Fazenda Rio Grande e a capital Curitiba.
Na ocasião, duas empresas de ônibus faziam o trajeto. No sentido Sul, ao lado direito da rodovia Régis Bittencourt – BR 116, os serviços eram prestados pela Leblon Transporte de Passageiros. No lado esquerdo, o transporte regular ficava a cargo da empresa Reunidas.
Os ônibus da prefeitura que não cobravam tarifa passaram, no mesmo período, a concorrer com as empresas que já operavam.
A demanda de passageiros começou a crescer expressivamente e os ônibus da gestão pública não davam contam de tanta gente.
O poder público municipal não conseguia arcar com a gratuidade e não tinha condições de ampliar a frota de ônibus da prefeitura.
Após negociações entre o então governador Álvaro Dias, o prefeito de Curitiba, Roberto Requião, e o prefeito Geraldo Cartário, no final de 1988, com o objetivo de beneficiar a população que morava em Fazenda Rio Grande e trabalhava gerando impostos para a Capital, foi elaborado um modelo de integração conectando pela primeira vez uma cidade da região metropolitana à RIT – Rede Integrada de Transporte de Curitiba.
A Reunidas acabou não fazendo parte deste acordo e passaria para a Leblon a incumbência de atender os dois lados da BR 116.
A RIT foi idealizada em 1974,  pelo prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, e representou um avanço significativo nos transportes e na qualidade de vida dos cidadãos. Foi concebido um sistema de corredores de ônibus que priorizava o transporte coletivo no espaço urbano.
Exatamente em 12 de março de 1989, entrava em vigor de fato a integração que deu origem ao sistema M-RIT – Rede Integrada de Transportes Metropolitanos, com um serviço alimentador municipal de Fazenda Rio Grande complementando a linha integrada metropolitana.
Na época, as linhas alimentadoras  urbanas de Fazenda Rio Grande eram
  - Santa Fé - Atual Iguaçu 1 e 2
  - Jardim Dona Rosa - Atual Estados 1 e 2, Santa Terezinha e Ipê
  - Juvenal da Cruz - Atual Gralha Azul
  - Dona Lia - Atual Nações 1 e 2
  - São Francisco - Atual Eucaliptos 1,2,3.
Os serviços se tornaram mais ágeis, além de os passageiros contarem com mais opções de linhas internas na região de Fazenda Rio Grande, favorecendo o crescimento habitacional, como explica o diretor-presidente da Leblon Transporte, Haroldo Isaak
“Entre 1989 e 1992, houve um boom de crescimento em Fazenda Rio Grande. Várias pessoas se viram atraídas a morar na cidade e consequentemente este processo contribuiu para a emancipação do município. Isso ajudou a economia local, mesmo a cidade tendo a característica de dormitório. A arrecadação aumentou e com mais população, aos poucos a infraestrutura da cidade ia se aperfeiçoando”.
Apesar de a experiência ter comprovado que o transporte foi um dos indutores do desenvolvimento da região de Fazenda Rio Grande, somente em 1996 é que foi consolidada a integração da região metropolitana com a entrada de novos municípios.
O sistema de integração se tornou referência nacional em transportes, facilitando o ir e vir das pessoas, teve origem em Curitiba com os serviços urbanos e em Fazenda Rio Grande com os metropolitanos.
A cidade começou a assistir  um “boom” de desenvolvimento e eram necessárias ligações internas, dos bairros mais afastados até a região central de Fazenda Rio Grande.
Assim, em 1994, Haroldo Isaak, seguindo os passos seu pai, Alfredo Isaak, passou a gerenciar a Leblon, que operava as linhas metropolitanas e criou a Viação Nobel Ltda. para assumir a operação das linhas alimentadoras dos bairros do município.
A Leblon e a Nobel se tornaram referências de operação e gestão de transportes.
A Leblon Transporte foi a primeira do transporte urbano e metropolitano do Paraná a e a mais antiga da América Latina a conquistar em 1996 a certificação de qualidade ISO 9001, que vem sendo renovado desde então.
Os processos de gestão foram se modernizando e as empresas do Grupo Leblon conquistaram a certificação ambiental ISO 14001 no ano de 2008.
Diversas edições dos prêmios de qualidade da ANTP – Associação Nacional de Transporte Público, um dos mais sérios do setor no País, também foram conquistadas pelas empresas Leblon e Nobel.

DESAFIOS:
Apesar do desenvolvimento da cidade de Fazenda Rio Grande, ainda há muitos desafios pela frente, em especial na área de mobilidade urbana.
Como ocorre em qualquer outra média e grande cidade brasileira, os congestionamentos estão entre os problemas a serem superados por Fazenda Rio Grande.
E um dos caminhos para que este desafio seja vencido é a melhoria da infraestrutura para o transporte público, com prioridade no espaço urbano para quem se desloca coletivamente.
Faixas e vias exclusivas, além de estruturas e sinalizações adequadas para veículos de grande porte, são ações de fácil implantação, baixo custo e resultados imediatos na melhoria dos deslocamentos.
Muitos dos atrasos e lotação que ocorrem com os ônibus hoje em todo o País é porque os coletivos ficam presos no trânsito como os carros. Isso gera também custos maiores de operação.
Uma realidade, no mínimo, injusta ao se levar em conta que o transporte coletivo ocupa muito mais racionalmente o espaço urbano e polui menos.
Um ônibus básico, de 13 metros de comprimento aproximadamente, transporta 80 pessoas entre em pé e sentadas, mas sem aperto.
Entretanto, como a maioria dos carros não anda com a ocupação máxima, muitas vezes só com o motorista, os automóveis transportam nas cidades brasileiras uma média de 1,3 passageiro.
Usando esta média, um ônibus de 13 metros consegue retirar das ruas de uma só vez 61,5 carros, que ocupariam 258,4 metros.
Isso mesmo que você leu. Em 13 metros os ônibus transportam o mesmo que os carros transportariam, mas tomando quase 260 metros das ruas. Sem contar os ônibus articulados que transportam mais pessoas ainda.
Levando em conta índices de consumo e emissões por quilômetro, a poluição gerada para transportar um passageiro de carros é 17 vezes maior que uma pessoa num ônibus de acordo com estudos do Instituto de Poluição Atmosférica da USP – Universidade de São Paulo, que é tomado como base em grande parte da América Latina.
A melhoria dos transportes e sua infraestrutura dependem não somente da cidade. Os esforços devem ser coordenados entre população, setor privado, municípios e estados, mas realmente é nos bairros e rotas locais que se têm início as mais importantes transformações urbanas que beneficiam a vida em sociedade.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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