sábado, 30 de novembro de 2019

novembro 30, 2019

ÔNIBUS O NATAL DE LUZ DE FAZENDA RIO GRANDE: VEJA HORÁRIOS E ITINERÁRIO

A cidade de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana de Curitiba, terá até o dia 31 uma série de eventos de Festas de Fim de Ano.




São apresentações musicais, teatrais, presépios, Desfile de Natal, Feira Gastronômica, Árvore Solidária com a doação de brinquedos, Show da Virada entre outras atrações.
É o Natal de Luz 2019 da cidade.
Para facilitar o acesso a estas atividades, a Viação Nobel, operadora da cidade, opera uma linha especial servindo os principais pontos onde são realizados os eventos e exposições, com horários programados no terminal da cidade, na Prefeitura e no Parque Multieventos.
A ligação é feita por um ônibus da empresa decorado com luzes natalinas.
O valor da tarifa é normal.
O itinerário é o seguinte:
Trajeto de Ida: Saída do Terminal de acordo com o horário programado, Rua Jequitibá, Rua Jacarandá, Rua Inglaterra (que fica aguardando próximo ao Fórum até o horário programado), Rua Itália, Av. Brasil até o Centro Multieventos de Fazenda Rio Grande (antigo CTG).


Trajeto de Volta: Saída do Centro Multieventos de Fazenda Rio Grande (antigo CTG) de acordo com o horário programado, Av. Brasil, Rua Jacarandá (o desembarque dos passageiros é em frente à Prefeitura), Av. das Américas até o Terminal.

É uma honra para a Viação Nobel fazer parte do Natal de Luz de Fazenda Rio Grande. Estaremos Facilitando Destino das pessoas a estas atrações que vão iluminar nossa cidade. Por causa do trânsito e eventuais dificuldades de estacionamento, a recomendação é que as pessoas prefiram o transporte público para aproveitarem estes eventos de forma despreocupada. – disse o diretor da Viação Nobel, Haroldo Isaak

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

novembro 20, 2019

PALESTRAS DE SAÚDE DO NOVEMBRO AZUL DO GRUPO LEBLON REÚNE CEM COLABORADORES

Palestras de saúde do Novembro Azul do Grupo Leblon reúnem cem colaboradores
Além de orientações sobre o câncer de próstata, foram feitos alertas sobre temas como hipertensão e diabete.
Dentro das atividades do Novembro Azul, campanha mundial contra o câncer na próstata e pela saúde do homem, o Grupo Leblon Transporte de Passageiros, de Fazenda Rio Grande, no Paraná, proporcionou aos funcionários na última terça-feira, 19, palestras para explicar a necessidade da prevenção da doença e da importância do diagnóstico precoce.
Em torno de cem colaboradores de diversas áreas receberam as orientações do médico cirurgião e de medicina do trabalho, Luiz Antonio Otto, da Policlínica Elo, de Fazenda Rio Grande, que explicou de forma didática como ações simples e, acima de tudo, o fim do preconceito, podem evitar sérios problemas de saúde.
Além do câncer de próstata, foco principal da campanha mundial, foram abordados temas importantes do dia a dia da saúde, como manter a pressão arterial e a glicemia nos níveis recomendados pelos médicos.
Os funcionários também foram convidados a irem trabalhar de azul para reforçarem a importância da campanha.
Para o Grupo Leblon, em nota, ações como esta “mostram a preocupação com a saúde dos colaboradores, que é essencial para a empresa, e ao mesmo tempo beneficia a família de cada um deles, já que se tornam multiplicadores do aprendizado que receberam”


Palestras ocorreram em turnos diferentes, com uma linguagem informal, direta e informativa. Foto: Divulgação Grupo Leblon

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

novembro 13, 2019

MOTORISTA DE ÔNIBUS, MESMO SEM SE ENVOLVER EM ACIDENTE, PARA O VEÍCULO E FAZ OS PRIMEIROS SOCORROS EM MOTOCICLISTA QUE BATEU EM UM CAMINHÃO

Motorista de ônibus, mesmo sem se envolver em acidente, para o veículo e faz os primeiros socorros em motociclista que bateu em um caminhão
Acidente ocorreu em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. Condutor é da Leblon Transporte e tinha passado por treinamento de brigada de emergência poucos dias antes.




A ação de um motorista de ônibus urbano no Paraná foi fundamental no atendimento a uma vítima de acidente de trânsito mesmo sem envolvimento do coletivo que dirigia.
O motorista da empresa Leblon Transporte de Passageiros, Leonardo da Silva Correia Barbosa, dirigia um ônibus articulado da linha F-03, que faz a ligação entre a cidade de Fazenda Rio Grande e a capital Curitiba, quando um homem bateu a moto que conduzia em um caminhão.
O acidente ocorreu na BR-116 (rodovia Régis Bittencourt) por volta das 7h00 da manhã desta terça-feira, 12 de novembro de 2019, nas proximidades da passarela de Fazenda Rio Grande, sentido Curitiba.
Mesmo sem se envolver no acidente, Barbosa, que vinha logo atrás, parou o coletivo e desceu para prestar os primeiros socorros.
Dias antes do acidente, no último final de semana, o motorista de ônibus tinha passado por um treinamento de brigada de emergência ministrado pela companhia de transporte.
“Fico triste pelo acidente, mas por um lado feliz por ter ajudado. Tinha passado pelo treinamento faz poucos dias. Quando vi o rapaz naquela situação grave, lembrei de tudo que aprendi no fim de semana. Mas era treinamento e naquele momento era fato real, não era simulação. Dei uma tremida nas pernas, mas fui em frente. O primeiro passo foi fazer a estabilização cervical” - relatou
Um policial militar e outro socorrista que passavam pelas proximidades também participaram do atendimento.
A ação foi fundamental até a chegada de uma ambulância da concessionária da rodovia, Autopista Planalto Sul, da Arteris, que encaminhou o motociclista até um hospital da região.
O técnico de segurança do trabalho do Grupo Leblon Transporte, Marcelo Candido de Oliveira, disse que primeiros socorros em acidentes fazem parte do treinamento, o que foi fundamental na ação do motorista.
“O motorista estava com os conceitos recentemente memorizados, frescos na cabeça. Fazemos os treinamentos não só uma vez, mas sempre estamos atualizando as turmas e renovando todo o aprendizado, relembrando as práticas de segurança e salvamento” – explicou.
O coordenador da área de recursos humanos do Grupo Leblon, Celso Adolfato, disse que o objetivo dos treinamentos vai muito além de cumprir as legislações trabalhistas e de segurança, mas beneficiar toda a comunidade das regiões atendidas pela empresa, mesmo quem não é passageiro.
“O Grupo Leblon expande para a sociedade aquilo que usamos internamente. A empresa se preocupa com o cidadão, seja cliente ou não. É uma questão humanitária que acaba sendo difundida toda a vez que a gente faz algum tipo de treinamento. Um dos nossos valores é facilitar destinos, não apenas os destinos dos funcionários e dos passageiros, mas de toda a população” – explicou.
TREINAMENTO:
A Leblon Transporte de Passageiros e a Viação Nobel, de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, realizaram no último final de semana o treinamento de Brigada de Emergência.
Foram capacitados 18 colaboradores de diferentes áreas de atuação.
O técnico em segurança do trabalho do Grupo Leblon, Marcelo Candido de Oliveira, explicou que o treinamento serve para ampliar os conhecimentos em ações fundamentais para o salvamento de vidas e prevenção de sinistros.
“Este treinamento visa aprimorar os conhecimentos em relação aos procedimentos de combate a princípios de incêndio , atendimento inicial a vítimas, vazamento de efluentes, entre outras ocorrências” – disse
Ainda segundo Marcelo, a capacitação atende às normas do Corpo de Bombeiros para garagens de ônibus e para a atividade de transporte público.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

outubro 30, 2019

LIBERAÇÃO DO VIADUTO NO TATUQUARA REDUZIU TEMPO DE VIAGEM DE ÔNIBUS ENTRE CURITIBA E FAZENDA RIO GRANDE

Liberação do viaduto no Tatuquara reduziu tempo de viagem de ônibus entre Curitiba e Fazenda Rio Grande
Estrutura foi aberta no sábado depois de quatro anos de espera da população
ADAMO BAZANI



Os passageiros do transporte coletivo entre a capital paranaense e a cidade de Fazenda Rio Grande, na região Metropolitana, estão gastando menos tempo de deslocamento após a abertura pela prefeitura de Curitiba do Viaduto Pompéia, que fica na região do bairro Tatuquara, na zona Sul da capital paranaense.
A informação é do coordenador da empresa de ônibus que faz a ligação entre as duas cidades, Leblon Transporte de Passageiros, Nabor de Anunciação.
“No pico da tarde, sentido Fazenda Rio Grande, entre 18h e 19h30, o ganho tem variado em média de cinco a dez minutos, claro, dependendo da condição de cada momento.” – disse Nabor.
Segundo o profissional, por causa das alças de acesso que não tinham sido abertas para o tráfego ainda, o local era marcado por congestionamentos que atrasavam quem passava pela região, inclusive os passageiros no transporte público.
Com a melhoria do trânsito na região após o final das obras, entre as linhas metropolitanas que foram beneficiadas estão F01-Fazenda Rio Grande/Pinheirinho, F02-Curitiba/Fazenda Rio Grande, F03-Fazenda Direto e F 05- Fazenda Rio Grande/CIC, operadas pela Leblon Transporte, e as linhas Quitandinha/Pinheirinho, Areia Branca/Curitiba e Mandirituba/Curitiba prestadas pela Reunidas.
Entre as linhas municipais, tiveram melhor fluidez os ônibus que a partir do semáforo da região seguem para bairros como Pompéia, Tatuquara, Rio Bonito, Jardim da Ordem e Cachimba, da empresa Redentor.
Há linhas rodoviárias também que foram beneficiadas, como Curitiba/Jaraguá do Sul, Curitiba/ Pien e Curitiba/São Bento do Sul operadas pela Expresso São Bento.
O diretor do Grupo Lebon, Haroldo Issak, conta que a maior previsibilidade dos ônibus é um dos ganhos.
“Com menores congestionamentos, passa a ser possível cumprir os horários programados de partidas e chegadas e consequentemente o passageiro poder programar melhor seus deslocamentos diários”  – explicou.
O viaduto, que fica no bairro do Tatuquara, na capital paranaense, passa sobre a BR 116 e está pronto desde setembro de 2015. A construção era de responsabilidade da Autopista Planalto Sul/Arteris , concessionária da rodovia, mas as alças de acesso necessárias deveriam ter sido concluídas pela prefeitura.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

outubro 23, 2019

ESPECIAL 2: TECNOLOGIA, A FERRAMENTA PARA DRIBLAR OS GARGALOS DO TRANSPORTE DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

ESPECIAL 2 – Tecnologia, a ferramenta para driblar os gargalos do transporte da Região Metropolitana de Curitiba
Dados gerados pelo CCO das empresas de ônibus viram estatísticas e podem ser usados até para segurança pública
Fonte:
https://diariodotransporte.com.br/2019/10/16/especial-infraestrutura-insuficiente-e-regulamentacao-pouco-flexivel-sao-os-principais-gargalos-dos-transportes-da-regiao-metropolitana-de-curitiba-dizem-viacoes/


Na semana passada, você acompanhou aqui uma matéria especial do site especializado em mobilidade, Diário do Transporte, sobre os gargalos nos deslocamentos por ônibus na Região Metropolitana de Curitiba.
Tanto o CEO (diretor executivo) da Associação Metrocard, que reúne as 19 empresas metropolitanas, Ayrton Amaral, como o presidente da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, gerenciadora do Governo do Estado do Paraná, Gilson Santos, apontaram como principal problema a falta de espaços prioritários para o transporte coletivo na ligação entre a capital e as cidades no entorno.
Como são obras que exigem investimentos e reformulação do espaço, enquanto não são realizadas, algo deve ser feito para ao menos reduzir os impactos da falta de prioridade a quem usa os ônibus.
Por parte das empresas, a tecnologia tem sido um instrumento para melhorar a gestão e a operação.
O Diário do Transporte visitou o CCO – Centro de Controle Operacional da Metrocard, que reúne as viações.
O local, que fica na sede da entidade no centro de Curitiba, permite o monitoramento em tempo real da operação dos quase 900 ônibus das 19 empresas que atendem a 18 cidades.  Dados como localização dos ônibus, velocidade dos veículos no momento da operação, identificação do motorista e comunicação de problemas como trânsito e acidente entre o motorista e os controladores são algumas das funcionalidades da tecnologia.
O coordenador do CCO, Guilherme Artur Zippin, diz que todas as eventuais anormalidades são registradas. Já há ações programadas para contornar, quando possível, os impactos de algumas ocorrências, como acidentes, interdições e obras.
“O sistema como um todo possui diversos parâmetros que servem para durante a execução gerar eventos caso alguma exceção ocorra. Existe a tabela de eventos onde tudo fica registrado e é informado para o pessoal do CCO. Por exemplo: há eventos de comboio [quando um ônibus alcança o outro], serviço adiantado, serviço atrasado, excesso de velocidade, violação de perímetro [quando o ônibus sai do itinerário], entre outros. Tudo isso vai para o CCO que vai investigar a situação e fazer uma justificativa para que depois a gente tenha as estatísticas em relação a isso” – explicou
O consultor técnico da Metrocard, Anderson Oberdan, disse que o ponto mais importante não é somente a geração das informações em si, mas o uso que se faz dela. E a informação pode ser um os principais instrumentos para medidas consideradas estratégicas, como alterações de itinerários e horários, por exemplo, para melhorar o atendimento ao passageiro.
“Além das informações geradas pelo CCO, nós temos outro importante banco de dados, o da bilhetagem eletrônica. Há uma ferramenta tecnológica de inteligência pela qual nós aplicamos estas informações geradas. Isso nos permite entender melhor o que está acontecendo no dia a dia do passageiro e da operação. Em posse de tudo isso, podemos tomar algumas ações mais assertivas. Não há como definir uma ação sem entender a dinâmica do que está acontecendo” – explicou Oberdan que deu alguns exemplos práticos:
Há a possibilidade de saber em quais paradas em todas as 18 cidades há maior número de embarques. Isso ajuda a definir de forma mais precisa quais pontos são prioritários para receber abrigos.
Um mapa informatizado dinâmico mostra ainda se cada ponto está dentro de um raio de alcance para determinar onde é necessário receber novas paradas.
A bilhetagem também mostra, com dados mais precisos, o número de passageiros em cada faixa horária e não somente isso, mas o perfil dos passageiros. Por exemplo, idosos utilizam mais os ônibus entre às 9h00 e antes do almoço. Com isso é possível definir lotação, trajeto da linha e outros tipos de atendimento para este público, segundo Oberdan.
O consultor deu ainda um exemplo de como estes dados podem ajudar no planejamento de ações pelo poder público que não são diretamente de transporte, mas influenciam nos serviços.
É o caso da segurança pública. A ferramenta tecnológica conseguiu traçar as áreas onde mais havia roubos a ônibus e passageiros. Estes dados foram entregues pelas empresas às autoridades que começaram a concentrar ações nas áreas onde ocorreu o maior número de casos.
Segundo Anderson Oberdan, em agosto de 2017, foram registrados 90 assaltos somente no sistema metropolitano, ou seja, uma média de três assaltos por dia.
O sistema conseguiu gerar e tabular dados como locais dos assaltos, horários de maior incidência, quantidade subtraída dos veículos e fazer uma espécie de mapa de violência.
Com a atuação dos órgãos de segurança pública tendo como base os dados, Oberdan diz que de 90 assaltos em agosto de 2017, o número passou para 20 ocorrências de assaltos em setembro 2019.
Além de a Metrocard ter seu CCO congregando todas as empresas, algumas viações possuem suas centrais próprias de monitoramento.
A Leblon, de Fazenda Rio Grande, tem uma sala de controle dentro do terminal.
No local, são exibidos os dados do CCO da Metrocard e também de um sistema próprio comprado pela empresa.
O assessor de tráfego, Guilherme Lemes diz que uma ferramenta informa, por exemplo, as áreas de trânsito congestionado ou com acidentes, permitindo programar desvios e rotas alternativas.
“Por exemplo, a partir dados de onde ocorrem normalmente os maiores pontos de congestionamento, fazemos estudos para determinar qual seria a melhor rota para cada linha, para que a gente consiga uma maior fluidez do transporte coletivo como também atender todos os usuários, sem deixar pontos de parada sem a passagem do ônibus por causa desses desvios” – disse Guilherme Lemes que ainda acrescentou que a empresa escolheu colocar o setor de monitoramento no terminal e não na garagem para ficar mais perto dos motoristas que estão em operação e do passageiro que precisar de alguma informação.
Também assessor de trafego da Leblon, Emerson Moraes, explica que todos os dados são usados para planejamento de linhas e até para treinamentos de motoristas e cobradores.
“Através destas informações conseguimos identificar quais linhas necessitam de alterações, se  o tempo determinado para trajeto está sendo suficiente, se podem existir rotas mais interessantes para os próximos desvios,  pontos que devemos evitar nestes desvios e até para a qualificação dos profissionais. A utilização destas ferramentas é extremamente importante não só em tempo real, mas para todo o planejamento que nós fazemos na garagem para a melhor realização do serviço” – disse Emerson Moraes.
Confira o material completo no site-fonte:
https://diariodotransporte.com.br/2019/10/16/especial-infraestrutura-insuficiente-e-regulamentacao-pouco-flexivel-sao-os-principais-gargalos-dos-transportes-da-regiao-metropolitana-de-curitiba-dizem-viacoes/


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

outubro 17, 2019

ESPECIAL: INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE ESTÁ ENTRE OS PRINCIPAIS GARGALOS DOS TRANSPORTES DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

ESPECIAL: Infraestrutura insuficiente está entre os principais gargalos dos transportes da Região Metropolitana de Curitiba Gerenciadora do Governo do Paraná destaca forma de crescimento populacional das cidades vizinhas à Curitiba e necessidade de resgate da demanda para o transporte coletivo ADAMO BAZANIO sistema de transporte coletivo de Curitiba se tornou conhecido mundialmente e inspirou diversos países a adotarem modelo semelhante,principalmente com os BRTs – Bus Rapid Transit, que são serviços de ônibus de maior demanda e velocidade que os de ônibus comuns em corredores exclusivos. Avantagem destes sistemas são os custos e o tempo de implantação relativamente baixos em relação a outros modais de transportes.Entretanto, a questão da mobilidade no sistema vai muito além dos BRTs e da própria capital paranaense.O transporte metropolitano, cuja rede atende a mais de 500mil passageiros todos os dias em 19 cidades (incluindo a capital), enfrenta grandes desafios típicos da maior parte das áreas metropolitanas de todo País.A maioria dos 18 municípios vizinhos à capital atendidos atualmente por 19 empresas de ônibus não passa de cidades dormitórios e a demanda pendular, de milhares de pessoas pela manhã indo à capital e à noite voltando para as suas casas ao mesmo tempo consegue revelar grandes gargalos que ajudam a explicar a queda de demanda de passageiros do transporte coletivo e o fato de os serviços ainda não satisfazerem plenamente à população.O site especializado em mobilidade Diário do Transporte esteve naúltima semana em Curitiba e em cidades vizinhas.O CEO (diretor executivo) da Associação Metrocard, que reúne as 19 empresas metropolitanas, Ayrton Amaral, destacou com um dos gargalos do sistema a questão da infraestrutura dedicada ao transporte público que é insuficiente para a demanda e para uma das principais exigências dos passageiros: rapidez.“O principal gargalo em diversos sistemas do país, e aqui na região metropolitana de Curitiba não é de diferente, é basicamente a infraestrutura. Para ter sucesso na mobilidade, o ‘jogo’ é a rapidez. E a rapidez só acontece quando há prioridade semafórica, quando há vias exclusivas,quando existem obras de artes (pontes, viadutos, passagens subterrâneas) para superar obstáculos onde não é possível ter priorização semafórica. É fundamental terminais de linhas troncais que permitam que os passageiros tenham um ambiente adequado e seguro. Se a gente olhar para qualquer lado, caímos novamente na questão da infraestrutura” – disse Aytron. O sistema de vias da capital paranaense na região onde passam os corredores é classificado como “trinário”. Foi com base neste planejamento que a região central se desenvolveu. No “centro” deste eixo de vias, estão as chamadas canaletas,que são os corredores exclusivos com as famosas estações-tubo, onde os passageiros embarcam e desembarcam no mesmo nível do assoalho dos ônibus. Logoao lado, estão as chamadas vias lentas ou vias calmas, com limite de velocidade menor, como em torno de 30 km/h, e servem para acesso a estabelecimentos comerciais e escritórios na região dos corredores. Paralelas a estas vias,estão as vias com tráfego comum.São 92 km de corredores centrais e 6,8 km de faixas para ônibus predominantemente à direita.Ocorre que esta infraestrutura está concentrada em Curitiba,onde moram em torno de 1,9 milhão de pessoas, de acordo com a mais recente estimativa do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.Na região metropolitana de Curitiba, há mais 1,5 milhão demoradores e, nas cidades vizinhas à capital, praticamente não há infraestrutura para deixar o transporte coletivo mais rápido.O presidente da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, gerenciadora do Governo do Estado do Paraná, Gilson Santos,destacou outra questão típica de áreas metropolitanas brasileiras que influenciam no atendimento dos transportes: as cidades vizinhas das capitais que servem apenas de dormitório têm poucas atividades econômicas, forçando cansativos movimentos pendulares da população que tem que se deslocar muito para trabalhar. São assuntos alheios ao transporte que influenciam na operação dos sistemas em todo o País.Gilson citou o exemplo de Fazenda Rio Grande, cidade a cerca de 30 km da capital. Apesar de o município ter recebido nos últimos anos investimentos, inclusive de fábricas e grandes estabelecimentos comercias, o número de novos loteamentos na especulação imobiliária registra um crescimento vertiginoso.Há dez anos, a cidade tinha menos de 90 mil moradores, hoje são em torno de 140 mil. Se as taxas de crescimento populacional continuarem no mesmo padrão atual, o que deve ocorrer, em dez anos, a cidade de Fazenda Rio Grande terá 250 mil pessoas.Segundo Gilson Santos, atualmente, 30 mil pessoas se deslocam de ônibus todos os dias de Fazenda Rio Grande para a Curitiba, retornando no fim do dia. É a maior demanda individual metropolitana ao lado da cidade de Colombo. E não há corredores entre Curitiba e Fazenda Rio Grande,apesar do prolongamento previsto, mas ainda sem data, da Linha Verde (BRT) da capital para o município.A ligação entre Fazenda Rio Grande e Curitiba também reúne uma característica comum na Região Metropolitana: o principal caminho é por rodovia: a BR 116 – Rodovia Regis Bittencourt. São comuns acidentes,principalmente com caminhões, que travam a rodovia. Não há caminhos alternativos curtos e rápidos.Mesmo com a duplicação da BR, o transporte público, sem prioridade, fica vulnerável a todas estas situações que comprometem a velocidade e o cumprimento de horários.Apesar disso, de acordo com dados do CCO – Centro de Controle Operacional da Metrocard, a Leblon Transporte, empresa que faz a ligação, é uma das que possuem maior índice de cumprimentos de horários, em torno de 80%.O coordenador de tráfego da empresa de ônibus, Nabor deAnunciação, aponta o trânsito, decorrente da falta de prioridade ao transporte público e o crescimento desordenado como o principal problema que impacta avida de quem precisa se deslocar na região.“Fazenda Rio Grande é uma cidade diferenciada, é umas das cidades onde mais a população cresce em todo o País. Estamos acompanhando diariamente as linhas para evitar a superlotação. Quando acontece obra na BR[BR 116, rodovia Regis Bittencourt] nós passamos por muito transtorno e quem sofre com isso é o passageiro. A cidade de Fazenda Rio Grande não foi projetada. Eram sítios cujas estradinhas deles viraram ruas. Hoje nós temos ruas estreitas, nós temos um gargalo na Avenida Brasil com os sinaleiros [semáforos].Muito automóvel, tanto da BR como dentro da cidade. Se não for feito nada,daqui um tempo a cidade vai parar” – disse Nabor que relatou ainda que até quando um supermercado faz promoção, o centro de Fazenda Rio Grande trava.O presidente da Comec, Gilson Santos, disse que o principal desafio hoje do transporte coletivo metropolitano é fazer com que os serviços tenham rapidez, mesmo competindo com o carro. Só assim é que o transporte público se tornaria atrativo.“A gente sabe que o usuário que, por vezes, utiliza o transporte coletivo é a pessoa que mais precisa e que tem no seu dia a dia a necessidade de chegar do ponto A ao ponto B da forma mais rápida possível. Nós temos enfrentado este desafio, já que o ônibus está competindo com os veículos individuais e que nós não temos a atenção, seja do Governo Federal e de outros órgãos públicos, que foi dada no passado recente ao transporte individual”, disse Gilson que garante que por parte da gestora pública estão sendo tomadas algumas ações, como a criação de faixas para ônibus.



Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

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