quarta-feira, 10 de outubro de 2018

APLAUSOS PARA A HONESTIDADE


Ato de cobrador da Viação Nobel que localizou mulher que perdeu bolsa e pertences pessoais em ônibus é reconhecido pela população no Terminal Fazenda Rio Grande que aplaudiu a honestidade do trabalhador



Em uma sociedade em que os valores estão invertidos, marcada pela ganância e desonestidade, os atos que deveriam ser corriqueiros acabam se tornando exceção e quando há bons exemplos, é preciso destacar para que sirvam de inspiração para as demais pessoas.
Na última segunda-feira, 08 de outubro de 2018, a honestidade e a preocupação com o próximo falaram mais alto por meio do ato de um cobrador da Viação Nobel.
O Grupo Leblon tem como norma determinar que todos os objetos esquecidos pelos passageiros dentro dos veículos sejam entregues para o setor de achados e perdidos da Leblon e da Nobel.
Mas o cobrador Rodrigo William Bernardo, da linha F-13 – Estados I, da Viação Nobel, foi além.
Ao ver que uma bolsa foi deixada dentro do ônibus, que acabara de chegar ao Terminal Fazenda Rio Grande, Bernardo não teve dúvidas. Pegou o objeto e saiu naquele instante à procura de quem o perdeu.
“Eu imaginei a agonia que essa pessoa poderia estar passando naquele momento. É orientação da empresa entregar os objetos esquecidos à fiscalização no terminal. Mas eu pensei que até a pessoa se dar conta do que tinha ocorrido, poderia passar por uma aflição muito grande. Naquela bolsa poderia estar algo que ela precisasse para aquele dia, não poderia esperar” – contou Bernardo.
Como grande parte das pessoas que descem das linhas alimentadoras da Viação Nobel continua a viagem nas linhas da Leblon Transporte, para Curitiba, Bernardo primeiro correu até uma linha no sentido capital, a Fazenda (Direto). Começou a gritar para ver se alguém no ônibus era dono da bolsa. Mas ninguém se manifestou.
O cobrador não desistiu e foi até à plataforma do Fazenda/Curitiba (Ligeirinho), onde ainda o próximo ônibus não havia encostado.
Bernardo subiu em uma parte elevada perto da plataforma e mais uma vez em voz alta perguntou quem poderia ter perdido a bolsa.
A dona do objeto, já com os olhos com lágrimas, se manifestou e obteve a bolsa de volta.
O que Bernardo não imaginava é que as várias pessoas que estavam no terminal começaram a aplaudir o cobrador. Não apenas pela honestidade dele, mas pelo esforço e a presteza em querer resolver o problema de um semelhante na hora.
“Aquele não tinha sido um bom dia para mim até aquele momento. Estava com problemas financeiros, pessoais. Sempre fui bem extrovertido, mas naquele dia estava para baixo, os colegas tinham percebido. Os aplausos, o reconhecimento, mudaram o meu dia. Não por vaidade, mas pelo reconhecimento ao esforço para dar mais tranquilidade àquela senhora que tinha perdido a bolsa. Recuperei minhas forças”.
Bernardo disse que não conhecia a mulher, nem de vista, já que aparentemente não fazia uso constante da linha.
Isso aí, Bernardo. Você fez o bem sem olhar a quem. Parabéns.

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