segunda-feira, 2 de outubro de 2017

outubro 02, 2017

OUTUBRO ROSA: É HORA DE SE CONSCIENTIZAR E AGIR

Leblon Transporte apoia esta campanha essencial para a saúde da mulher


Neste mês, o mundo se atenta para um grave problema de saúde pública: o câncer de mama.
O Outubro Rosa começou a ser celebrado em 1991, em Nova York, quando foi lançado o símbolo de um laço que representa o autoexame pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura. Aos poucos, a data começou a fazer parte dos calendários oficiais de diversos países.
A primeira iniciativa no Brasil foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (o Obelisco do Ibirapuera), em São Paulo, em 02 de outubro de 2002.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer -INCA, o autoexame e o diagnóstico precoce são essenciais para a prevenção e cura. O INCA diz que há 95% de probabilidade de recuperação total caso a doença seja logo descoberta.
O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres após o câncer de pele não melanoma, mas é o que mais provoca morte de pessoas do sexo feminino no Brasil.  A doença também atinge homens, com 1% do total de casos.
Apenas no Brasil, havia uma estimativa de 57.960 novos casos de câncer de mama no ano de 2016.
Cada vez mais casos têm aparecido em mulheres jovens.
É essencial que a partir dos 20 anos, a mulher se submeta ao exame de mamografia, que também pode ser marcado pelo sistema público de saúde.
O autoexame também é essencial.
Segundo a ginecologista Sheila Sedicias, do Portal Tua Saúde, o autoexame da mama deve ser feito uma vez por mês, todos os meses, 3 a 5 dias após o aparecimento da menstruação ou em uma data fixa nas mulheres que já não têm menstruação.
Passo-a-passo para fazer o autoexame da mama
Para fazer corretamente o autoexame da mama é importante fazer a avaliação em frente ao espelho, em pé e deitada, seguindo os seguintes passos:

1. Como fazer a observação em frente ao espelho
Para se fazer a observação em frente ao espelho deve-se ficar retirar toda a roupa e observar seguindo o seguinte esquema:
  1. Primeiro, observar com os braços caídos;
  2. Depois, levantar os braços e observar as mamas;
  3. Por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama.
Durante a observação é importante avaliar o tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Caso existam alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas é recomendado consultar o ginecologista.

2. Como fazer a palpação de pé
A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso deve-se:
  1. Levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça Palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita
  2. Repetir estes passos para a mama do lado direito.
A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido.
3. Como fazer a palpação deitada
Para se fazer a palpação deitada deve-se:
  1. Deitar e colocar o braço esquerdo na nuca, como mostra a imagem 4;
  2. Colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para ser mais confortável;
  3. Palpar a mama esquerda com a mão direita, como mostra a imagem 5.
Estes passos devem ser repetidos na mama direita para terminar a avaliação das duas mamas. Caso seja possível sentir alterações que não estavam presentes no exame anterior é recomendado consultar o ginecologista para fazer exames diagnóstico e identificar o problema.
Grupo Leblon Transporte de Passageiros

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

setembro 20, 2017

SEMANA DA MOBILIDADE: A IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE PÚBLICO PARA A MELHOR VIVÊNCIA NAS CIDADES

O mundo discute a necessidade de os deslocamentos serem mais humanos, com o carro não sendo prioridade nas políticas públicas.



Esta é a Semana da Mobilidade, que serve para que toda a sociedade discuta como mudar os conceitos de deslocamentos e deixar as cidades menos poluídas, humanas e com maior qualidade de vida para cada um dos seus cidadãos.
Obviamente que o País precisa muito mais que discussões, e sim, de ações.  O básico, todos sabem: os deslocamentos devem ser repensados e as pessoas, não os carros, é que precisam de fato ocupar as cidades. Para isso, os investimentos em redes de transportes públicos, calçadas acessíveis e ciclovias são alguns dos aspectos fundamentais.
A iniciativa foi da Prefeitura de São Paulo, mas o conceito vale para todo o País, inclusive Fazenda Rio Grande, Curitiba e região.
A imagem é clássica, mas diante ainda do privilégio que o transporte individual recebe em praticamente todo país, vale a pena reproduzi-la.
Além de contribuir com a redução da poluição, o transporte público auxilia no melhor aproveitamento do espaço urbano.
Quando o transporte coletivo recebe os investimentos necessários e se torna foco das políticas públicas, não é questão simplesmente de os carros saírem das ruas, mas de as pessoas ganharem espaço na cidade.
Os números absolutos não deixam mentir e, nesta semana, a prefeitura de São Paulo recriou uma cena clássica, que surgiu na Europa no final dos anos 1990, que mostra o aproveitamento melhor do espaço urbano pelo transporte público.
Para isso, foram usados três carros modelo Gol, da prefeitura, um ônibus Caio Millennium IV – Mercedes-Benz, da empresa Viação Campo Belo, uma das que prestam serviços municipais e um grupo de 70 pessoas, a capacidade do veículo de transporte coletivo.
Segundo o site da Volkswagen, a versão do modelo Gol usada nas fotografias e filmagem tem as seguintes dimensões: largura 1,65 metro e comprimento de 3,89 metros. Sendo assim, a área ocupada pelo carro parado é de 6,41 metros quadrados.
Mas a capacidade máxima de lotação do carro é de 5 pessoas.
Assim, cada ocupante do carro, requer 1,2 metro quadrado da cidade.
Já o ônibus usado na filmagem tem 13 metros de comprimento e 2,5 metros de largura. Sua área, parado, é de 32,5 metros quadrados.
Mas a capacidade é de 70 passageiros, Assim, cada passageiro do ônibus ocupa 0,46 metro quadrado proporcionalmente.
Isso significa que, na comparação entre os dois veículos lotados, o passageiro do carro usa uma área 2,6 vezes maior que do que o usuário do ônibus.
Entretanto, há mais um condicionante.
De acordo com último balanço da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, de 2015, cada carro de passeio leva, em média, na cidade 1,2 pessoa por viagem.
Já o ônibus, por viagem, em média, pode atender 90 passageiros, entre embarques e desembarques.
Assim, levando em conta os dados de ocupação e média transportada na cidade, no carro de 6,41 metros quadrados, a pessoa toma da cidade, 5,34 metros quadrados.
Já com o ônibus, a ocupação por pessoa levando em conta estes fatores da cidade, é de 0,36 metro, proporcionalmente.
Desta forma, o perfil da cidade, o ocupante do carro usa 14,8 vezes proporcionalmente para se deslocar.
O dado ainda não conta a área de distância segura entre um carro e outro, que também toma espaço nas vias, mas  que varia de acordo com fatores como peso e velocidade dos veículos.
Por isso, que propostas como a Cide-Municipal, um imposto sobre gasolina e álcool para financiar o transporte público ou pedágio urbano, se baseiam no fato de divisão mais justa do espaço urbano. Já que o usuário do carro usa mais  a cidade, seria mais justo, de acordo com estas propostas, que ele pague mais e financiar quem usa de forma mais racional.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 12 de setembro de 2017

setembro 12, 2017

QUEM É QUEM NOS TRANSPORTES DE FAZENDA RIO GRANDE?

Cada órgão ou empresa possui uma responsabilidade e, para os serviços serem ideais, todos devem funcionar em sintonia.



O transporte, pela Constituição Federal, desde setembro de 2015, é um direito social, que ganhou a mesma importância da Saúde, Educação, Trabalho e Emprego, Segurança e Previdência.
Assim, é dever do poder público oferecer ou proporcionar serviços de transportes com qualidade.
Entretanto, para cobrar seu direito social, a população precisa entender que são os agentes dos transportes e o papel de cada um, bem como suas obrigações. Assim, nem tudo é responsabilidade da prefeitura ou governo do estado e nem tudo é responsabilidade da empresa de ônibus.

Veja o papel de cada um para a realidade de Fazenda Rio Grande:

·  Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba: É um órgão do Governo do Estado do Paraná responsável pelo gerenciamento das linhas de ônibus na região metropolitana. É pela Comec que o governo estadual define o valor das tarifas, os trajetos de cada linha, a quantidade de ônibus em cada linha e os horários. Qualquer alteração deve ter determinação da Comec, que ainda define os tipos de ônibus em cada linha: básicos com motor dianteiro, padron com motor traseiro ou articulados, por exemplo.
· Viação Nobel: É responsável pela operação dos ônibus nas linhas dentro da cidade de Fazenda Rio Grande. A conduta do motorista e cobrador, a limpeza dos ônibus, a manutenção dos ônibus e o cumprimento dos horários são de responsabilidade da empresa. Muito embora, são vários os casos de atrasos que fogem do alcance da empresa de ônibus, como quando ocorrem congestionamentos, acidentes, manifestações e bloqueios nas vias.
· Leblon Transporte de Passageiros: É responsável pela operação dos ônibus nas linhas que ligam Fazenda Rio Grande às cidades vizinhas, como Curitiba e Madirituba. Da mesma forma que a Nobel, a conduta do motorista e cobrador, a limpeza dos ônibus, a manutenção dos ônibus e o cumprimento dos horários são de responsabilidade da empresa. Muito embora também nas linhas metropolitanas são vários os casos de atrasos que fogem do alcance da empresa de ônibus, como quando ocorrem congestionamentos, acidentes, manifestações e bloqueios nas vias.
· Prefeitura de Fazenda Rio Grande: Cuida dos terminais de ônibus (o principal e o antigo), no tocante à manutenção, limpeza, iluminação, controle de entrada de animais e do comércio local, bem como da manutenção predial e das plataformas. Também são de responsabilidade do município os pontos e abrigos de parada (embora que há uma parceria pela qual a Viação Nobel fornece a mão de obra para manutenção e reposição dos abrigos e a prefeitura fornece o material). A prefeitura ainda é responsável pela sinalização de trânsito e manutenção das vias. Quando há alguma interdição das ruas e avenidas de Fazenda Rio Grande, a prefeitura solicita a alteração dos itinerários.
· Metrocard: Associação que reúne as empresas de ônibus da Região Metropolitana de Curitiba. Também é responsável pela Bilhetagem Eletrônica, assim, sendo seu papel operar e gerenciar o Cartão Metrocard. Os dados da bilhetagem são disponibilizados on line para a gerenciadora do sistema, no caso a Comec.
·  Polícia Rodoviária Federal: É responsável pela segurança, orientação de tráfego, fiscalização e socorro da rodovia Régis Bittencourt, a BR 116 que corta Fazenda Rio Grande.
· Autopista Planalto Sul: A empresa do grupo Arteris Rodovias é responsável pela conservação, obras, sinalização, iluminação e socorro mecânicos dos 412,7 quilômetros da rodovia BR-116. O trecho da Autopista Planalto Sul liga Curitiba (PR) à divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela BR-116. Todo esse trajeto corta os municípios de Fazenda Rio Grande, Madirituba, Quitandinha, Campo do Tenente e Rio Negro, no estado do Paraná, Mafra, Itaiópolis, Papanduva, Monte Castelo, Santa Cecília, Ponte Alta do Norte, São Cristóvão do Sul, Ponte Alta, Correia Pinto, Lages e Capão Alto, no estado de Santa Catarina. A rodovia foi construída entre as décadas de 1940 e 1950, mas apesar de ser uma rodovia antiga, quase toda ela ainda é de pista simples.
· Polícia Militar: Responsável pela segurança da população, inclusive nos transportes, atuando no policiamento ostensivo (preventivo) e atendendo ocorrências. Em caso de roubos, assaltos e outros crimes, a PM deve ser acionada.
· Guarda Municipal: Sua principal atuação é zelar pela segurança dos patrimônios e serviços públicos, como os terminais e circulação dos ônibus, e pela segurança de seus frequentadores.
· Polícia Civil: Denominada pela lei de Polícia Judiciária, é responsável pelo registro das ocorrências, inclusive nos transportes, e a investigação. O processo investigatório tem início formal com a abertura do inquérito policial. Com a conclusão do inquérito, suas provas e depoimentos, pode haver o arquivamento do caso ou, então, o envio para o Ministério Público e Justiça.
· Passageiro: É o cliente final do sistema e tem o direito de transporte de qualidade, digno, confortável e confiável. Existem om passageiros equivalentes, que pagam a tarifa, e as gratuidades. O cidadão transportado gratuitamente não pode ser tratado com nenhum tipo de discriminação. Apesar de ter direitos, os passageiros têm várias obrigações que contribuem para o transporte coletivo ser ágil e satisfatório. Entre estes deveres estão evitar a evasão tarifária, ou seja, não furar catraca; ser educado com os outros passageiros; respeitar filas e assentos preferenciais; não querer vantagens indevidas no sistema; manter os ônibus limpos; não cometer atos de vandalismo nos ônibus, pontos, abrigos, estações e terminais; tratar o motorista e cobrador com educação.

Como foi possível ver, os transportes coletivos são complexos e funcionam como um motor cheio de engrenagens. Se uma delas falhar, o funcionamento de todo o sistema pode não ser o ideal.
Assim, todas as partes têm seus direitos, mas também deveres.
Grupo Leblon Transporte de Passageiros

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

agosto 16, 2017

NOVAMENTE A CONTA VAI PARA O TRANSPORTE PÚBLICO

Aumento da taxa tributária sobre os combustíveis tem de ser revisto para não inviabilizar ainda mais os serviços de mobilidade urbana




O Brasil inteiro recebeu com preocupação o aumento da carga tributária sobre os combustíveis anunciado pela equipe do presidente Michel Temer, em 19 de julho.
O PIS/Cofins que incide sobre a gasolina dobra de R$ 0,38 por litro para R$ 0,79 por litro. O litro do combustível com isso fica até R$ 0,41 mais caro nos postos. Quanto ao diesel, o litro fica R$ 0,21 mais caro, uma vez que a alíquota passa de R$ 0,24 para R$ 0,46.
Com os cofres no vermelho por causa da falta de responsabilidade fiscal que vem já de vários anos e com a economia que não avança, muito deste fato atrelado à crise política, para cobrir o rombo e aumentar a arrecadação em mais de R$ 10 bilhões, em 2017, e R$ 20 bilhões em 2018, o Governo Federal mais uma vez usa artifícios que influenciam sobre os combustíveis.
Qualquer que seja o governo, independentemente de cor de partido, ideologia, etc, tem de entender o seguinte: combustível não pode ser âncora inflacionária, saída para aumentar de imediato a arrecadação e nem instrumento para eleger ou reeleger qualquer candidato como sempre foi feito no País.
Mexer nos preços dos combustíveis, seja por meio de impostos ou ampliando os rombos da Petrobras, que só por causa da âncora inflacionária do combustível gerou um déficit de quase R$ 90 bilhões entre 2014 e 2016, é alternativa mais fácil para os governantes, porém, a mais desonesta com o povo. Desonesta não por ser necessariamente ilegal, mas por jogar nas costas da população a conta de um desarranjo que não é de sua responsabilidade.
Nesta medida de Michel Temer, novamente o transporte coletivo é um dos mais prejudicados, o que vai na contramão de qualquer país que minimamente pensa de maneira séria na mobilidade urbana e, consequentemente, na redução de custos desnecessários com trânsito e dos índices de poluição.
Para os donos dos postos, é possível fazer o repasse nas bombas. Tanto é que no dia seguinte ao anúncio, muitos proprietários de postos de combustível aumentaram o preço sobre o diesel e gasolina que, inclusive, ainda tinham em estoque, comprados com valor menor.
Apesar de o transporte de cargas também enfrentar dificuldades e os fretes estarem defasados, penalizando tanto transportadores frotistas como autônomos, ainda é possível repassar parte do custo maior com combustível.
Mas e o transporte público, como fica? A tarifa é determinada pelas prefeituras (ou governos estaduais em caso de linhas metropolitanas, semiurbanas e intermunicipais) e há contratos sobre os aumentos. Não há como ficar reajustando toda hora a tarifa de ônibus. A população não suportaria.
Algumas cidades, inclusive, até congelaram os valores, aumentando assim a conta de subsídios e, quando não há complementações, jogando nas costas de operadores e transportes e de passageiros o custo maior sem a contrapartida necessária para investimentos e melhorias.
Como noticiou o Diário do Transporte em 20 de julho, logo a Frente Nacional dos Prefeitos reagiu. “Há mais de um ano a FNP defendeu, para a equipe econômica do governo, a implantação da Cide municipal como alternativa para baratear o valor das tarifas de transporte público. No entanto, o governo federal tem colocado obstáculos, mesmo com os estudos técnicos apontando que a proposta é deflacionária, já que um eventual aumento nos combustíveis seria contraposto por uma diminuição ainda maior nas tarifas de transporte coletivo.” – diz a entidade em nota. Relembre:
Isso prova que o interesse do Governo Federal foi só cobrir buraco orçamentário e não criar soluções. Para melhorar a mobilidade, para criar a Cide municipal o Governo Federal enrola. Mas quando o cinto aperta, a canetada é rápida. Hoje os transportes públicos sofrem uma dura realidade. As tarifas são realmente altas para os passageiros pagantes, mas não cobrem os custos dos sistemas. Eleitoralmente, os gestores públicos fizeram uma série de caridades pelos transportes.Em algumas cidades, a distorção é tão grande que um estudante de escola particular de luxo, cuja mensalidade do ensino médio chega a R$ 3 mil, não paga um centavo de tarifa de ônibus. Mas um trabalhador sem registro, que se vira por conta própria e às vezes nem consegue um salário mínimo, todo o dia desembolsa tarifa cheia. Em Santo André, no ABC Paulista, por exemplo, essa distorção ocorre desde 2015. Assim é necessário haver o custeio mais inteligente da mobilidade. O transporte coletivo poupa espaço nas vias públicas (um ônibus pode substituir de 50 a 70 carros de uma só vez), polui menos e integra as pessoas. Só que proporcionalmente, quem usa ônibus, trem ou metrô, “paga mais pela cidade” do que quem está no carro.

Em países desenvolvidos de fato, o transporte individual auxilia o custeio do transporte público. A FNP - Frente Nacional de Prefeitos quer que pelo menos o diesel do transporte coletivo seja excluído desta elevação de imposto. Que o pleito seja atendido!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

agosto 15, 2017

ENTREVISTA: Aumento de diesel trará impacto de R$ 850 milhões nos custos do transporte coletivo

Cálculo é de associação nacional de empresas de ônibus. Segundo presidente da NTU, Otávio Cunha, entidade enviou comunicado ao Ministério da Fazenda pedindo que Governo volte atrás na tributação sobre o diesel usado no transporte público


No segmento de transportes coletivos urbanos e metropolitanos, o impacto deve ser em torno de R$ 850 milhões por ano. O cálculo é da NTU - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos que reúne no Brasil mais de 500 companhias de ônibus.
Em entrevista ao Diário do Transporte, o presidente da entidade, Otávio Cunha disse que o aumento do combustível dos ônibus tem sido maior do que o governo havia anunciado.“Quando o governo anunciou o aumento sobre o diesel, havia dito que o reajuste seria em torno de 7%. Mas, em média, o diesel dos ônibus está 10,6% mais caro. Em alguns lugares, o aumento chega a ser desolador. Em Salvador, o diesel ficou 16,78% mais caro. O operador local nos mandou as notas fiscais. Em 14 de julho, ele pagou R$ 2,2917 por litro e, em 31 de julho, o valor do litro já estava em R$ 2,6763. Em Divinópolis, Minas Gerais, o aumento foi de 12% sobre o diesel dos ônibus” – contou Otávio Cunha. Assim, com aumento, de acordo com a entidade, o impacto nos custos dos transportes é de 2,44% na média nacional. O setor tem gastos anuais de R$ 35,7 bilhões. Mas no caso de Salvador, por exemplo, cujo reajuste no diesel foi superior a 10,6%, esse impacto é de 3,81%. Hoje o diesel representa, em média 23%, do custo do transporte e é o segundo maior gasto para operação de serviços de ônibus, ficando abaixo apenas da folha de pagamento do pessoal.
A entidade enviou um pedido ao Ministério da Fazenda para reconsiderar e desonerar os serviços de transportes coletivos deste aumento tributário. “Não se trata de isenção da PIS/Cofins, mas que o transporte coletivo continue pagando os índices anteriores. É benefício para toda a sociedade porque o transporte público traz diversas vantagens, como redução do trânsito e da poluição” - defende Otávio Cunha. 
O executivo ainda diz que a renúncia fiscal do Governo Federal para desonerar o transporte coletivo da elevação do PIS/Cofins seria muito pequena diante do aumento da arrecadação com combustível mais caro.“Com base nos dados de consumo de combustível dos ônibus urbanos no Brasil, fizemos as seguintes projeções. Em 2016, os ônibus urbanos consumiram no Brasil 54,27 milhões de litros de óleo diesel. Somente com o aumento do PIS/Cofins sobre o óleo diesel usado por diversos setores do Brasil, o governo por ano vai lucrar R$ 12,1 bilhões. Ocorre que os ônibus são responsáveis por, em média, 7% do consumo total do diesel no Brasil. Assim, multiplicando os R$ 0,22 por litro referentes ao aumento do imposto, por algo em torno de 55 milhões de litros, só com os ônibus, o Governo Federal lucraria em impostos maiores R$ 847 milhões de reais. Se o governo abrisse mão do aumento tributário sobre o combustível do transporte coletivo, a renúncia fiscal seria pequena diante da arrecadação maior pelo diesel mais caro em todos os setores e, não pesaria no bolso do passageiro, já que esses R$ 847 milhões vão acabar inevitavelmente indo para a tarifa e, até os próximos reajustes, serão assumidos pelas empresas de ônibus, o que compromete investimentos como em renovação da frota e melhoria de serviços” - explicou Otávio Cunha ao Diário do Transporte.


O dirigente da entidade acredita que os reajustes tarifários devem incorporar este aumento do óleo diesel, mas aposta em repasses dos custos mais facilitados até fevereiro, porque no próximo ano haverá eleições para Governo Federal e governos estaduais. No caso das administrações estaduais, aumentos tarifários, em especial das tarifas de ônibus metropolitanos, têm um peso eleitoral muito grande. “Todo esforço para repassar esses custos deve ser feito agora e, no mais tardar, até fevereiro ou março será possível realinhar as tarifas. Ou seja, é o cidadão que vai pagar por esta atitude de aumento de impostos. A partir de março ou abril já fica mais difícil pensar em reajuste. Sempre em ano eleitoral é a mesma coisa, a sociedade paga porque de alguma maneira os maiores custos dos transportes terão de ser cobertos, ou por aumento de subsídios, ou pela diminuição dos investimentos. Muitas empresas de ônibus estão quebrando. Hoje em torno de 60% das empresas de transporte de passageiros no Brasil têm algum tipo de endividamento de impostos” – disse. Otávio Cunha disse ainda ao Diário do Transporte que atualmente apenas três sistemas no país podem amortizar de alguma maneira de forma imediata o aumento do custo. Em São Paulo e Distrito Federal ,onde há subsídios, apesar de o poder público não ter ainda garantido repor todos os custos, e, em Belo Horizonte, onde existe um fundo constituído que recebe todos os meses 1% das tarifas. Os recursos deste fundo são usados quando há uma elevação substancial de custos não previstos nos contratos.
Para evitar mais sustos futuros e haver mais segurança jurídica, a NTU propõe que os contratos de concessão dos sistemas de transportes tenham uma espécie de fundo garantidor, como ocorre com as PPPs - Parcerias Público-Privadas. Este fundo, segundo Otávio Cunha, aumentaria o comprometimento dos governos locais em relação aos contratos.
“No Brasil parece que contrato foi feito para ser quebrado. Não há segurança jurídica. Os contratos, em sua maioria, dizem que os aumentos das tarifas devem ser de ano em ano, mas existem cidades que não cumprem e congelam a tarifa sem oferecer contrapartida suficiente. Então, deve haver um comprometimento que obrigue os governos locais a arcarem com suas políticas. Por exemplo, quer congelar a tarifa? Ok! Mas o recurso desse fundo garantidor vai cobrir esse congelamento, deve haver mais seriedade sobre esse tema. Hoje quase 90% dos serviços regulares de transportes coletivos no Brasil são regidos por contratos de concessão após licitações. De início nós pensávamos que isso daria maior segurança jurídica para operação dos sistemas, mas por esta cultura de não se cumprir contratos isso não acontece na prática” – argumenta.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

junho 08, 2017

DÚVIDAS COM O CARTÃO METROCARD?



Algumas dúvidas frequentes e respostas:
Sou morador de Fazenda Rio Grande e uso constantemente apenas os ônibus dentro da cidade, da Viação Nobel. Preciso ter o Cartão Metrocard?
Sim. As linhas da Viação Nobel fazem parte da RIT – Rede Integrada de Transporte. Sendo assim, os ônibus na cidade passam a contar com o novo sistema de bilhetagem eletrônica. Entre as vantagens é que, além de o novo cartão ser mais prático e seguro, pode ser usado tanto nos ônibus da Nobel, dentro da cidade, como nos veículos da Leblon, que vão para Curitiba.
Preciso sair da cidade de Fazenda Rio Grande para fazer o Cartão Metrocard?
Não é necessário. O cadastramento no novo sistema e a impressão dos cartões também serão feitas no Terminal Fazenda Rio Grande. No caso do Cartão Comum Metrocard, basta levar cópia do RG, CPF e comprovante de residência. Será necessária uma carga mínima de 01 (uma) passagem (R$ 4,30) no momento da aquisição.
Sou empresário/comerciante de Fazenda Rio Grande. Como devo proceder em relação ao Vale-Transporte de meu funcionário?
O procedimento é o mesmo que para as outras cidades da região metropolitana de Curitiba. Os empresários e comerciantes devem cadastrar os funcionários somente pela internet, por meio do site da Metrocard: http://www.cartaometrocard.com.br/ .
O cadastramento e a impressão dos cartões não terão nenhum custo para o empregador. A nova bilhetagem eletrônica foi implantada porque as empresas de ônibus quiseram?
Não. A nova bilhetagem foi implantada depois da separação da gestão dos transportes entre a Urbs (municipais) e a Comec (metropolitanas). A Leblon e a Nobel, assim como as outras empresas da região metropolitana, são apenas operadoras de transportes. O sistema de bilhetagem eletrônica da Metrocard não é exclusivo de Fazenda Rio Grande e pode ser usado em treze cidades da região metropolitana de Curitiba.
O cartão Metrocard vai trazer vantagens para os moradores de Fazenda Rio Grande?
Sim. Ele vai garantir a integração nos terminais e seu uso vai ser mais fácil e prático. O material plástico do cartão é mais resistente. Haverá mais segurança em relação aos créditos de passagens. Se caso houver perda, extravio, furto ou roubo, o cartão pode ser bloqueado pelo passageiro que não perde os créditos. Ainda neste ano, por causa da implantação da nova bilhetagem eletrônica, serão oferecidos serviços gratuitos para os passageiros como um aplicativo de celular pelo qual é possível em tempo real saber da localização dos ônibus e quanto tempo vão demorar para chegar ao ponto.
Quem tiver mais dúvidas pode ligar para a Metrocard, no telefone: 3093-3232

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